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A mostrar mensagens de 2025

Um longo ciclo de estabilidade para voltar a ganhar (por Nuno Paiva Brandão)

  UM  LONGO  CICLO DE ESTABILIDADE PARA VOLTAR A GANHAR Nos últimos seis anos, o quadro do futebol do Benfica foi sombrio. Retrospetivamente, a vitória na Liga em 2022/23, parece agora um pequeno interregno numa continuidade desastrada. Numa Liga de fraca competitividade, em 204 jogos, somámos 26 derrotas e 30 empates. A época em curso, parecia seguir o mesmo rumo, com empates caseiros com Santa Clara, Rio Ave e Casa Pia e uma derrota europeia ridícula com o Qarabag do Azerbaijão. Contudo, dois fatores abrem uma perspetiva de inflexão do curso atual: a vitória clara de Rui Costa numas extraordinárias eleições, com uma mobilização única da massa associativa. E, por efeito desta nova legitimidade e da correspondente estabilidade, a oportunidade de capitalizar o efeito Mourinho num ciclo longo. Mas para aproveitar esta viragem, há algumas lições a assimilar, em matéria de foco do clube. Não se pode vencer os rivais com as armas que lhes são típicas. Apesar da natural ind...

Depois da bonança, a tempestade!

  Depois da bonança, a tempestade! No mítico Estádio do Restelo que tantas vezes visitei, ora a acompanhar o meu Pai, adepto ferrenho da sua Académica, ora mais tarde a acompanhar o meu Benfica, ou ainda, por vezes, a ver o Belenenses que meu Avô ajudou a fundar, o Benfica 25/26 jogou contra o Atlético (hoje na Liga 3) que nada se inibiu por jogar no Estádio do seu histórico rival. O Benfica ganhou naturalmente 2-0 e a estória deveria terminar aqui. Mas não termina, porque se o jogo teve muito que contar, o pós-jogo ainda conseguiu ter mais (e creio que não vai terminar por estes dias).  Falemos então do jogo, ou melhor do Atlético que em campo jogou bem melhor do muitas equipes da 1a divisão. Desde cedo impôs o ritmo, conseguiu diversas ocasiões para rematar à baliza do Benfica com escassa ou nula oposição, e nós, adeptos do Benfica, nem tínhamos qualquer vontade de sorrir pelo atrevimento dos “pequenotes”, quase confundidos sobre qual das equipas seria o Benfica. Veio a 2a p...

Uma semana complicada!

Uma semana complicada! Se Rui Costa acreditava no passado dia 8 de novembro que poderia ter 2 semanas calminhas a saborear a clara vitória eleitoral, enganou-se redondamente. O empate contra o Casa Pia, soube a fel e as consequências fizeram-se sentir ao longo da semana que passou. Se as derrotas são tragédias no Benfica, empates como o que foi cedido, sobretudo da forma como o foi, causou tormenta pior que a “Cláudia” que a todos fustigou durante a semana. Assim, de repente, eis uns quantos “trovões”:  (i) António Silva, logo a seguir ao jogo, disse o que todos viram – a bola bateu na mão na sequência de um ressalto e insurgiu-se com razão, admitindo a possibilidade do condicionamento do árbitro. Foi o suficiente para a APAF vir pressurosamente apresentar uma participação contra o jogador por declarações injuriosas e ofensivas contra o atingido Gustavo Correia – e o impressionante é que nem notam o ridículo em que se colocam;  (ii), Mário Branco esqueceu-se de que está no...

A penúria envolta em ilusão (por Nuno Paiva Brandão)

A penúria envolta em ilusão No passado dia 8, realizou-se a segunda volta das eleições do Benfica, entre Rui Costa(RC) e João Noronha Lopes(JNL). As ideias e o que se podia esperar do atual Presidente, eram matéria conhecida e nem sempre entusiasmante. Em relação a JNL, havia que consultar o seu programa, enquanto nos interrogávamos sobre os seus grandes objetivos para o mandato. JNL, nos próximos quatro anos: - quantos campeonatos de futebol se propunha vencer? - quantos outros troféus nacionais planeava ganhar? - quantos títulos visava nas modalidades de pavilhão? Pois, ninguém desvendou o mistério. JNL, nos próximos quatro anos, que resultados aspirava alcançar no domínio económico-financeiro? Quando voltaria o Benfica a ter estavelmente Resultados Operacionais positivos? Em quanto reduziria o Passivo anualmente? Que previsão formulava para o reforço dos Capitais Próprios? Pois, ninguém desvendou o mistério. Tendo sido omisso nos grandes objetivos para o seu mandato, de que forma co...

Empate (bem) amargo!

  Empate (bem) amargo! Ontem, fui para o Estádio como mais de 50 mil benfiquistas, super convencido de mais uma vitória sobre o Casa Pia, arriscando até o prognóstico de 3-0, com um golo em cada meia hora. Tinham sido as eleições mais concorridas da história de qualquer clube, record do Guiness a confirmar os 2/3 da vitória de Rui Costa, como tinha preconizado e confidenciado a amigos próximos, quando me apercebi da afluência às urnas e o ambiente era propício.  O jogo correu como eu sinceramente esperava. O 1 golo ainda bem cedo dentro da primeira meia hora, um certo adormecimento já habitual nesta equipa (do qual Mourinho se queixa porque lhe falta o instinto matador - culpa de?), um 2 golo no limite da hora de jogo, tudo normal até aqui. O depois é que foi complicado, porque um claríssimo erro de arbitragem a considerar pênalti um lance que os livros explicam como interpretar, mas que nem o árbitro nem o VAR leram, “ressuscitou” o Casa Pia e deixou tremeliques uma...

Eleições concluídas, vamos ao que interessa!

Eleições concluídas, vamos ao que interessa! Pronto! Assunto arrumado! Rui Costa ganhou, todos os benfiquistas ficaram orgulhosos com 93.891 associados a votar na 2 volta, depois de 85.422 o terem feito na 1a volta com 6 listas concorrentes, qualquer destas, record do Guiness. Esta mobilização orgulha o Clube, orgulha-nos a todos! Como escrevi, ao aceitar a Presidência da Comissão de Remunerações da lista de Martim Lima Mayer, por convicção de ser a melhor opção de Direção para o Clube, decidi remeter-me ao silêncio. Não tinha que o fazer, mas um Blog que pretendo de análise, não deve ser propangadístico. Terminaram as eleições, estou de regresso. Rui Costa ganhou por larga margem (65.89%), espero que, em todas as vertentes, a sua lista governe. Na vertente desportiva (o core da nossa atividade - nunca o esqueçamos!), a maioria de capital na SAD legitima as opções que fizerem na nomeação dos seus administradores e, sobretudo, as suas opções de gestão. E muito há a fazer, como recen...

Afinal também vou a votos!

  Afinal também vou a votos! Há surpresas que podem até ser esperadas, há outras absolutamente inesperadas. Do fim para o princípio, de forma absolutamente inesperada, fui hoje convidado por Martim Lima Mayer para integrar a sua lista, na qualidade de Presidente da Comissão de Remunerações. Aceitei. Tenho acompanhado as diversas candidaturas, em particular as declarações dos candidatos a Presidente da Direção do SL Benfica, como tem constado em diversos escritos aqui publicados. Crítico aqui, elogio ali, sempre na perspectiva de benfiquista interessado e apaixonado, longe, muitíssimo longe de esperar que alguém me convidasse para o que quer que fosse nestas eleições. Depois de tanto ouvir, depois de tanto refletir, algo eu tinha concluído desde há muito. É imperioso mudar, porque o Benfica tem de se arejar, trazer novas gentes com ideias frescas que o ajudem a modernizar-se. Como diz o soneto de Camões “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, o Benfica tem enormes desafios pela ...

Nem sabor a mel, mas algum a fel…

  Nem sabor a mel, mas algum a fel… 1. Uma semana desportiva que futebolisticamente termina menos mal, depois de mais uns episódios bem tristes à volta das eleições, a propósito do Regulamento Eleitoral. Do fim para o princípio, tivemos um empate tirado a ferros no Porto, num jogo taticamente muito bem jogado de parte a parte, se considerarmos os objetivos de cada treinador. No entanto, não me consigo regozijar com o empate, porque para além de não festejar empates (onde é que já ouvi isto?), ouvi o pragmatismo de Mourinho ao reconhecer que não poderia sair do Dragão a 7 pontos. Com isto, veio colocar o dedo na ferida que me amargura desde há alguns jogos: não temos plantel para ambicionar muito mais do que ir lutar pelo empate ao Porto. A insistência de Lage nestes 11/13 jogadores já indiciava que o plantel era curto. Poucas substituições, a equipa a ficar visivelmente cansada e a perder pontos nas partes finais das segundas partes, a mensagem era clara. Caiu Lage, veio Mouri...

Entre as ressacas e a vergonha, uma alegria!

  Entre as ressacas e as vergonhas, uma alegria! 1. Começo este artigo, cerca de 24h antes do difícil jogo contra o Gil Vicente, escassas 48h depois da grande desilusão do jogo contra o Rio Ave (ainda com enorme ressaca), em que cedemos um empate bem amargo, também pelas circunstâncias. Mourinho definiu bem o sentimento de todos os benfiquistas – foi uma derrota! Pela segunda vez numa semana cedemos um empate nos descontos e, pelo meio, afundámos na 2ª parte do jogo contra o Qarabag. Terceiro jogo na Luz sem vitória será algo que, felizmente, não é nada frequente, mas, quando acontece, doi e remói. As leituras são óbvias – estamos sem condição física para aguentar os 90’ e as alternativas no banco suscitam dúvidas aos treinadores (fosse Lage ou agora Mourinho). Pessoalmente, gosto das aquisições, mas confesso que tenho fundamentadas suspeitas de que as dispensas terão sido precipitadas. Relembro Florentino, sobretudo, mas também Tiago Gouveia ou até Bajrami (titular nos 7 jogos...

A grande ilusão (por Nuno Paiva Brandão)

A GRANDE ILUSÃO  Daqui a cinquenta anos, quem irão citar os especialistas desportivos, quando se referirem ao Benfica, ao Manchester United e ao Real Madrid? Irão certamente mencionar os génios que transformaram os seus grandes clubes, levando-os ao topo: Eusébio, Alex Ferguson e Florentino Pérez. Estas três figuras lendárias, representam, também, três etapas diferentes no mundo do futebol. Na grande maioria do século XX, o fator crítico de sucesso no futebol foi o jogador. O Benfica de Eusébio, o Santos de Pélé, o Ajax de Cruyff, eram equipas com a assinatura da sua mega estrela. Quem dispunha da genialidade de figuras como estas e outras, quem reunia os maiores talentos no campo, possuía os atributos necessários para vencer. Nos últimos anos do século XX, juntamente com outras novas estrelas do terreno, emergiram treinadores ímpares e que transformaram profundamente o jogo: Alex Ferguson, o dominador do futebol britânico, Rinus Michels e Johan Cruyff, os criadores do fute...

O futebol a embalar as eleições!

  O futebol a embalar as eleições! Quem é que disse que o sucesso ou insucesso do futebol (profissional) será irrelevante para o resultado das eleições? Uma utopia completa, dado ser absolutamente determinante, tamanha a paixão com que os adeptos do futebol o vivem. Era assim há mais de 50 anos quando comecei a perceber esta realidade e parece que nada mudou. No Benfica, continua a ser uma realidade irrefutável e, obviamente, Rui Costa também o sabe ao contratar Mourinho a um mês das eleições. O sorriso dos benfiquistas está diferente desde o jogo nas Aves. Uma 1a parte que se pareceu com as exibições características do tempo de Lage, um treinador (Mourinho) ao intervalo a mexer na equipa, na cabeça e no posicionamento dos jogadores, e uma 2a parte que nos deixou a acreditar em melhores tempos, pelo menos até ao jogo do Chelsea e a seguir FC Porto.  Li um artigo de Diogo Luis n’ A Bola sugerindo que Rui Costa poderá ter atrasado a decisão de substituir Lage para um timing...

Tempos difíceis, opções dificílimas!

  Tempos difíceis, opções dificílimas! As últimas horas foram dolorosas, desportivamente falando. A perspectiva da possibilidade de derrota contra o Qarabag começou, para mim, quando ao intervalo refleti sobre a queda vertical da condição física da equipa nos últimos 15’ da primeira parte. Arrisquei partilhar opinião com alguns amigos, via WhatsApp, onde nada de bom antevia para a segunda parte, pelo facto da equipa estar “de gatas”, caso não marcássemos até aos 55’. Marcaram eles e o resto todos sabemos. Lage foi o culpado? Claro que foi muito culpado porque a somar a exibições dececionantes nos últimos jogos, persistiu nas suas opções e, para este jogo em que ganhar era o mínimo exigível, escolheu jogadores menos frescos, cansados pela sucessão de jogos pelo que não surpreendeu e que a criatividade fosse condicionada pela condição física. No banco, Lage fazia um estardalhaço daqueles que já ninguém o ouve, a começar pelos jogadores. O exemplo gr...

Nem tudo o que luz é ouro…

Nem tudo o que luz é ouro… Esta semana foi publicado o Relatório e Contas (R&C) de 2024/25 da Benfica SAD que apresenta um lucro de 34,4 M€, o que, por si, foi motivo de festa pelas bandas da Luz, para mais reforçada pelo facto da cotação das ações ter chegado a 6,78 € na passada 6ª fª dia 12 setembro. Tive a curiosidade de as ler e, francamente, não fiquei tão animado assim.  Eu sei que falar das Contas é um bocado enfadonho para muita gente, mas, mesmo assim, vou dar uns lamirés do que mais me preocupa da leitura das mesmas. Antes disso, devo referir que, à semelhança de anos anteriores, este R&C está bem elaborado e contém muita informação que possibilita as análises essenciais. Comecemos pelo resultado do exercício – 34,4 M€ que reflete primordialmente os lucros da venda de atletas - 46,7 M€ (líquido de comissões de 16 M€), ou seja, caso não fossem efetuadas estas alienações, o resultado seria negativo em 12,3 M€. Eu sei que me virão dizer e, com muita razão, que ...

Dias difíceis…

Dias difíceis… 1. Assim se perdem campeonatos! Escrevo sob a emoção de 2 pontos desbaratados ao cair do pano contra um abnegado Santa Clara, que jogou sempre com garra e sentido de baliza, enquanto teve 11 jogadores e, depois com 10, se defendeu com um bloco superbaixo a deixar visíveis a olho nu as lacunas criativas do Benfica. No final, saiu-lhe a taluda, o azar de Otamendi foi a sorte dos açorianos. Depois do Arouca em 24/25, o jogo contra o Santa Clara vai certamente entrar nas contas finais deste ano porque é assim que se perdem campeonatos. Mas não foi pelo azar de Otamendi que perdemos 2 pontos – foi pelo que não conseguimos fazer contra 11 e contra 10 durante 92’ (empate aos 93’). Lage meteu a jogar jogadores cansados, com viagens transatlânticas, quiçá convencido que resolveria o jogo de início, mas a lentidão da maioria foi exasperante e metemo-nos a jeito. Se na Amadora e em Alverca saímos milagrosamente com os 3 pontos em cada jogo, neste, a sorte pensou melhor e, como não ...

Reflexões e sugestões neste mini-defeso

  Reflexões e sugestões neste mini-defeso 1. Finalmente, saiu o Regulamento Eleitoral do SL Benfica que irá ser votado favoravelmente (ou não) a 27 de setembro. Um documento ponderado e bem elaborado que, na minha opinião, respeita globalmente os Estatutos que votámos e que aprovarei sem hesitações. Como era previsível, quando sai qualquer documento no SLB, logo vozes contraditórias se erguem, particularmente em vésperas de eleições. O tema principal da controvérsia foi, como expectável, a possibilidade da votação eletrónica nas Regiões Autónomas e no estrangeiro, desde que mereça a concordância de todas as listas, respeitando o princípio do voto físico no Continente. Sobre esta matéria, tenho ideias particularmente firmes e que defendo sem hesitações: sou claramente a favor do voto eletrónico na totalidade das mesas de voto, em Portugal e no estrangeiro, devidamente auditado. Ou seja, para efeito das eleições, a totalidade do processo, leia-se o controlo das mesmas, desde a verifi...