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Mensagens

A mostrar mensagens de 2025

Será que o campeonato ficou por “um canudo”?

Será que o campeonato ficou “por um canudo”? Tal como Mou dizia na antevisão do jogo, o jogo em Braga seria UMA final. Nunca poderia dizer que seria A final, dado o atraso pontual com que provavelmente ficaria se os adversários diretos para o título ganhassem (as probabilidades eram todas a favor perante adversários teoricamente acessíveis em casa). Citou diversas outras finais recentemente jogadas, em que tivemos o mérito de ganhar como prova de confiança, mas não correu tão bem como todos desejávamos. Comecemos por dizer que apesar de fazermos com mérito o 0/1, a primeira parte pertenceu ao Braga que teve a felicidade de aproveitar (mais) 2 erros defensivos em zonas proibidas, um a originar um pênalti, outro um golo excelentemente executado. Ao intervalo, muitos dos meus amigos estavam profundamente céticos numa reviravolta no resultado, por mais que eu afirmasse a minha profunda crença na capacidade de leitura de jogo do treinador e no coletivo. A segunda parte deu-me razão inte...

Um Natal em 3º lugar!

Um Natal em 3º lugar! 1. No último artigo formulei o desejo de ganhar os jogos contra Farense e Famalicão, como forma de passar o Natal tranquilamente. De imediato, um dos amigos que tem a pachorra de me ler, referiu com pertinência que, no absurdo de estarmos a 8 pontos do líder e a 3 do Sporting, jamais poderíamos falar de tranquilidade.  Claro que objetivamente esse meu amigo tem razão. Mas como a realidade é esta, o importante é garantir agora as vitórias e não permitir que as distâncias se dilatem acreditando que melhores dias virão na segunda metade da época. E a equipa cumpriu na perfeição os meus desejos, eliminando o Farense e derrotando o Famalicão (que ainda não tinha perdido para o campeonato fora de casa). Os jogos não foram tão entusiasmantes como alguns do campeonato inglês, mas os tempos requerem algum pragmatismo e neste aspeto a equipa foi brilhante. Mou, com plena propriedade e após o jogo contra o Famalicão, deu azo ao pragmatismo que hoje é primordial ...

A deriva populista, Mourinho e o Benfica (por Nuno Paiva Brandão)

  A DERIVA POPULISTA, MOURINHO E O BENFICA A chegada de Mourinho ao Benfica e a extraordinária mobilização nas eleições do clube, com quase 94.000 votantes, abalaram o ecossistema do futebol nacional.   " Mourinho está a fritar os jogadores (...) e o Benfica não joga nada"; " Com Mourinho nenhum jogador evoluiu e alguns até pioraram", são apenas dois exemplos dos dislates diariamente proferidos por comentadores desportivos em canais de televisão, em geral numa atmosfera teatral de excitação e despique.   A deriva populista, na sua sôfrega busca de audiências, pretende captar a atenção de todos os descontentes com os resultados do Benfica (somos muitos), trazendo, dia após dia, uma nova polémica ou golpe de efeito. A estratégia comercial é óbvia, criar uma espiral infinita de emoções negativas, à volta de Mourinho e do clube, destinada a perenizar a atenção dos insatisfeitos e a saturar a cena mediática deste segmento.   Como bons populistas, uma priori...

Uma semana que nos anima!

Uma semana que nos anima! 1. Começo a escrever este meu artigo ainda sob os efeitos da excelente vitória sobre o Nápoles, amplamente corroborativo da melhoria que tenho a veleidade de ter percecionado na 2ª parte do jogo contra o Sporting. Aliás, até terminei o artigo demonstrando a esperança em dias melhores, inclusive já contra o Nápoles. Felizmente, a realidade superou as melhores expectativas e a nação benfiquista vibrou com a justa vitória de 2/0 contra o Nápoles, alicerçada numa exibição coesa de uma equipa na verdadeira aceção da palavra. Ouvi muitos "experts" a teorizarem, entre outras opiniões, sobre a posição-chave de Enzo no miolo e as liberdades que Mou deu a Rios para poder explanar o seu (excelente) futebol e demonstrar que quando há classe em jogadores esta sempre aparece.  Meus conhecimentos empíricos de ver futebol há mais de 60 anos não chegam para tanta sabedoria, mas ainda são o suficiente para ter sustentado, mal terminou o jogo, que devíamos a Mou ...

A força do talento ou o talento da força? (por Nuno Paiva Brandão)

  A FORÇA DO TALENTO OU O TALENTO DA FORÇA? O contraste dos resultados do Benfica, nos últimos 16 anos, é avassalador: depois de 6 campeonatos conquistados em 10 épocas, seguiu-se uma escassa vitória, nas 6 Ligas seguintes. O paradoxo desta última fase, é ainda mais gritante, por ter sido um período de mais promessas, mais custos, mais investimentos e, incongruentemente, de menos resultados. Se examinarmos os plantéis do período ganhador, verificamos a existência, nos jogadores mais utilizados, de perfis de elevada capacidade de criação, de desequilíbrio dos adversários e de grande inteligência tática. Entre outros, o Benfica teve sucessivamente: Aimar/Di Maria-Gaitan/Salvio, depois, Pizzi/Gaitan/Jonas e na época de 2018/19, Pizzi/Rafa/João Félix. A nível nacional, com este perfil de jogadores de criação, mas todos eles dispondo de uma boa condição atlética, o Benfica edificou uma vantagem competitiva única. Perante os desafios colocados por equipas com blocos fechados a sete...

O pós-derby ou como as eleições deixaram feridas…

  O pós-derby ou como as eleições deixaram feridas… O derby terminou justamente empatado e uma certa descrença instalou-se no imediato entre os Sócios e adeptos do Benfica, apesar de nos deixar à mesma distância do rival e a consideráveis (talvez) 8 pontos do FC Porto, bem recordados de como no ano passado e com igual resultado selámos a perda do campeonato. Estamos na 13a jornada, faltam 21, e demasiados arautos da desgraça prenunciam a perda definitiva do título, entre invetivas a Mou dado como pouco ambicioso e/ou absolutamente ultrapassado.  Recordemos que este período pós-eleições tem sido extremamente complicado do ponto de vista desportivo (refiro-me ao futebol profissional, afinal o “core business” que tudo move) e isso reflete-se nos múltiplos comentários que vão proliferando em certas redes sociais e em diversos grupos de WhatSApp. Os resultados menos favoráveis têm sistematicamente originado, sobretudo por parte de adeptos de algumas facções derrotadas, crítica...

Uma semana de querer e crer!

  Uma semana de querer e crer! Este jogo com o Nacional foi impróprio para cardíacos. Por vicissitudes da minha vida pessoal, desta vez tive que ouvir o relato e, digo-vos, que é muito pior do que ver o jogo ao vivo. Os lances são narrados com uma vibração que nos sobressalta e apenas temos algum descanso para respirar tranquilamente quando surgem os anunciantes que nos acalmam os espíritos.  Entretanto, já vi o jogo, o que me permite atestar que vitória foi a ferros, mais do que justa, com 31 remates em 90’, dos quais 8 enquadrados. Uns não foram golo por inépcia, outros por imperícia, escassos por infelicidade. A somar a isto, uma oferta infeliz, a proporcionar um golo de oportunidade, mas que deixou numa intranquilidade que apenas o querer e crer suplantaram. Desta vez, os heróis foram Prestiani e Scheldrup, dois “patinhos feios” que muito se esforçam para Mou neles apostar. Mas a equipa, como um todo, bem justificou o comentário eufórico de Mou (“isto é o Benfica, c…”) que...

Um longo ciclo de estabilidade para voltar a ganhar (por Nuno Paiva Brandão)

  UM  LONGO  CICLO DE ESTABILIDADE PARA VOLTAR A GANHAR Nos últimos seis anos, o quadro do futebol do Benfica foi sombrio. Retrospetivamente, a vitória na Liga em 2022/23, parece agora um pequeno interregno numa continuidade desastrada. Numa Liga de fraca competitividade, em 204 jogos, somámos 26 derrotas e 30 empates. A época em curso, parecia seguir o mesmo rumo, com empates caseiros com Santa Clara, Rio Ave e Casa Pia e uma derrota europeia ridícula com o Qarabag do Azerbaijão. Contudo, dois fatores abrem uma perspetiva de inflexão do curso atual: a vitória clara de Rui Costa numas extraordinárias eleições, com uma mobilização única da massa associativa. E, por efeito desta nova legitimidade e da correspondente estabilidade, a oportunidade de capitalizar o efeito Mourinho num ciclo longo. Mas para aproveitar esta viragem, há algumas lições a assimilar, em matéria de foco do clube. Não se pode vencer os rivais com as armas que lhes são típicas. Apesar da natural ind...

Depois da bonança, a tempestade!

  Depois da bonança, a tempestade! No mítico Estádio do Restelo que tantas vezes visitei, ora a acompanhar o meu Pai, adepto ferrenho da sua Académica, ora mais tarde a acompanhar o meu Benfica, ou ainda, por vezes, a ver o Belenenses que meu Avô ajudou a fundar, o Benfica 25/26 jogou contra o Atlético (hoje na Liga 3) que nada se inibiu por jogar no Estádio do seu histórico rival. O Benfica ganhou naturalmente 2-0 e a estória deveria terminar aqui. Mas não termina, porque se o jogo teve muito que contar, o pós-jogo ainda conseguiu ter mais (e creio que não vai terminar por estes dias).  Falemos então do jogo, ou melhor do Atlético que em campo jogou bem melhor do muitas equipes da 1a divisão. Desde cedo impôs o ritmo, conseguiu diversas ocasiões para rematar à baliza do Benfica com escassa ou nula oposição, e nós, adeptos do Benfica, nem tínhamos qualquer vontade de sorrir pelo atrevimento dos “pequenotes”, quase confundidos sobre qual das equipas seria o Benfica. Veio a 2a p...

Uma semana complicada!

Uma semana complicada! Se Rui Costa acreditava no passado dia 8 de novembro que poderia ter 2 semanas calminhas a saborear a clara vitória eleitoral, enganou-se redondamente. O empate contra o Casa Pia, soube a fel e as consequências fizeram-se sentir ao longo da semana que passou. Se as derrotas são tragédias no Benfica, empates como o que foi cedido, sobretudo da forma como o foi, causou tormenta pior que a “Cláudia” que a todos fustigou durante a semana. Assim, de repente, eis uns quantos “trovões”:  (i) António Silva, logo a seguir ao jogo, disse o que todos viram – a bola bateu na mão na sequência de um ressalto e insurgiu-se com razão, admitindo a possibilidade do condicionamento do árbitro. Foi o suficiente para a APAF vir pressurosamente apresentar uma participação contra o jogador por declarações injuriosas e ofensivas contra o atingido Gustavo Correia – e o impressionante é que nem notam o ridículo em que se colocam;  (ii), Mário Branco esqueceu-se de que está no...

A penúria envolta em ilusão (por Nuno Paiva Brandão)

A penúria envolta em ilusão No passado dia 8, realizou-se a segunda volta das eleições do Benfica, entre Rui Costa(RC) e João Noronha Lopes(JNL). As ideias e o que se podia esperar do atual Presidente, eram matéria conhecida e nem sempre entusiasmante. Em relação a JNL, havia que consultar o seu programa, enquanto nos interrogávamos sobre os seus grandes objetivos para o mandato. JNL, nos próximos quatro anos: - quantos campeonatos de futebol se propunha vencer? - quantos outros troféus nacionais planeava ganhar? - quantos títulos visava nas modalidades de pavilhão? Pois, ninguém desvendou o mistério. JNL, nos próximos quatro anos, que resultados aspirava alcançar no domínio económico-financeiro? Quando voltaria o Benfica a ter estavelmente Resultados Operacionais positivos? Em quanto reduziria o Passivo anualmente? Que previsão formulava para o reforço dos Capitais Próprios? Pois, ninguém desvendou o mistério. Tendo sido omisso nos grandes objetivos para o seu mandato, de que forma co...

Empate (bem) amargo!

  Empate (bem) amargo! Ontem, fui para o Estádio como mais de 50 mil benfiquistas, super convencido de mais uma vitória sobre o Casa Pia, arriscando até o prognóstico de 3-0, com um golo em cada meia hora. Tinham sido as eleições mais concorridas da história de qualquer clube, record do Guiness a confirmar os 2/3 da vitória de Rui Costa, como tinha preconizado e confidenciado a amigos próximos, quando me apercebi da afluência às urnas e o ambiente era propício.  O jogo correu como eu sinceramente esperava. O 1 golo ainda bem cedo dentro da primeira meia hora, um certo adormecimento já habitual nesta equipa (do qual Mourinho se queixa porque lhe falta o instinto matador - culpa de?), um 2 golo no limite da hora de jogo, tudo normal até aqui. O depois é que foi complicado, porque um claríssimo erro de arbitragem a considerar pênalti um lance que os livros explicam como interpretar, mas que nem o árbitro nem o VAR leram, “ressuscitou” o Casa Pia e deixou tremeliques uma...

Eleições concluídas, vamos ao que interessa!

Eleições concluídas, vamos ao que interessa! Pronto! Assunto arrumado! Rui Costa ganhou, todos os benfiquistas ficaram orgulhosos com 93.891 associados a votar na 2 volta, depois de 85.422 o terem feito na 1a volta com 6 listas concorrentes, qualquer destas, record do Guiness. Esta mobilização orgulha o Clube, orgulha-nos a todos! Como escrevi, ao aceitar a Presidência da Comissão de Remunerações da lista de Martim Lima Mayer, por convicção de ser a melhor opção de Direção para o Clube, decidi remeter-me ao silêncio. Não tinha que o fazer, mas um Blog que pretendo de análise, não deve ser propangadístico. Terminaram as eleições, estou de regresso. Rui Costa ganhou por larga margem (65.89%), espero que, em todas as vertentes, a sua lista governe. Na vertente desportiva (o core da nossa atividade - nunca o esqueçamos!), a maioria de capital na SAD legitima as opções que fizerem na nomeação dos seus administradores e, sobretudo, as suas opções de gestão. E muito há a fazer, como recen...

Afinal também vou a votos!

  Afinal também vou a votos! Há surpresas que podem até ser esperadas, há outras absolutamente inesperadas. Do fim para o princípio, de forma absolutamente inesperada, fui hoje convidado por Martim Lima Mayer para integrar a sua lista, na qualidade de Presidente da Comissão de Remunerações. Aceitei. Tenho acompanhado as diversas candidaturas, em particular as declarações dos candidatos a Presidente da Direção do SL Benfica, como tem constado em diversos escritos aqui publicados. Crítico aqui, elogio ali, sempre na perspectiva de benfiquista interessado e apaixonado, longe, muitíssimo longe de esperar que alguém me convidasse para o que quer que fosse nestas eleições. Depois de tanto ouvir, depois de tanto refletir, algo eu tinha concluído desde há muito. É imperioso mudar, porque o Benfica tem de se arejar, trazer novas gentes com ideias frescas que o ajudem a modernizar-se. Como diz o soneto de Camões “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, o Benfica tem enormes desafios pela ...

Nem sabor a mel, mas algum a fel…

  Nem sabor a mel, mas algum a fel… 1. Uma semana desportiva que futebolisticamente termina menos mal, depois de mais uns episódios bem tristes à volta das eleições, a propósito do Regulamento Eleitoral. Do fim para o princípio, tivemos um empate tirado a ferros no Porto, num jogo taticamente muito bem jogado de parte a parte, se considerarmos os objetivos de cada treinador. No entanto, não me consigo regozijar com o empate, porque para além de não festejar empates (onde é que já ouvi isto?), ouvi o pragmatismo de Mourinho ao reconhecer que não poderia sair do Dragão a 7 pontos. Com isto, veio colocar o dedo na ferida que me amargura desde há alguns jogos: não temos plantel para ambicionar muito mais do que ir lutar pelo empate ao Porto. A insistência de Lage nestes 11/13 jogadores já indiciava que o plantel era curto. Poucas substituições, a equipa a ficar visivelmente cansada e a perder pontos nas partes finais das segundas partes, a mensagem era clara. Caiu Lage, veio Mouri...

Entre as ressacas e a vergonha, uma alegria!

  Entre as ressacas e as vergonhas, uma alegria! 1. Começo este artigo, cerca de 24h antes do difícil jogo contra o Gil Vicente, escassas 48h depois da grande desilusão do jogo contra o Rio Ave (ainda com enorme ressaca), em que cedemos um empate bem amargo, também pelas circunstâncias. Mourinho definiu bem o sentimento de todos os benfiquistas – foi uma derrota! Pela segunda vez numa semana cedemos um empate nos descontos e, pelo meio, afundámos na 2ª parte do jogo contra o Qarabag. Terceiro jogo na Luz sem vitória será algo que, felizmente, não é nada frequente, mas, quando acontece, doi e remói. As leituras são óbvias – estamos sem condição física para aguentar os 90’ e as alternativas no banco suscitam dúvidas aos treinadores (fosse Lage ou agora Mourinho). Pessoalmente, gosto das aquisições, mas confesso que tenho fundamentadas suspeitas de que as dispensas terão sido precipitadas. Relembro Florentino, sobretudo, mas também Tiago Gouveia ou até Bajrami (titular nos 7 jogos...