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Mensagens

O "Inferno da Luz" (por José Manuel Azevedo)

  O “Inferno da Luz” 1.       Não tendo feito qualquer pesquisa sobre a origem da expressão “Inferno da Luz” – que, por certo, existirá na informação oficial do clube - é evidente que ela se relaciona com o ambiente “hostil” que se cria no estádio sempre que um adversário nos visita. 2.       Não gosto do adjectivo “hostil”, confesso, porque fui educado no respeito pelos valores da sã competição e porque, mais do que ser “hostil” para o adversário – para perceber o que isso significa basta recorrermos aos recentes exemplos no Estádio do Dragão, inclusivé fora do estádio – interessa é apoiar a equipa do princípio ao fim, qualquer que seja o resultado que se verifique. 3.       Compreendo perfeitamente a sensação de amargura quando se está a perder, sendo justamente aí que se devem verificar as manifestações de apoio à equipa, como sempre sucede (não creio que haja alguém que me possa contrariar) nos est...

Do mal, o menos…

Do mal o menos… 1. Ficou uma sensação de sabor amargo. Ficou a convicção que se o jogo durasse mais 10’ ou 15’, se calhar até virávamos o jogo. Ficou a sensação (e a convicção, quase certeza) de que se Aursnes jogasse, o jogo era ou teria sido sido muito diferente. Mas, acima de sensações ou convicções, ficou a certeza de que este plantel está super espremido, mesmo que afetado por lesões. O empate tem sempre sabor a fel quando obrigatoriamente se tem de ganhar. Mas como o jogo correu, depois da evidente supremacia da 1a parte do FC Porto, uma equipa muito bem trabalhada e construída pelo seu treinador, uma equipa veloz e “com peso” o empate soube a ouro. A vontade de criticar é imensa, também o farei em tempo oportuno (como Mourinho o fez “a quente”), mas começo por tecer loas ao espírito de luta da equipa, à tremenda garra e alma com que sempre lutou, à 2a parte que nos deu como certeza que com um janeiro mais cuidado nos reforços, a equipa poderia almejar outros voos. A 1a parte foi...

Mantemos a esperança!

Mantemos a esperança! 1. Num dos mais difíceis jogos da época, o Benfica conseguiu vencer um bravo Gil Vicente, depois de muito sofrimento e suor, misturados com alguma inspiração, nomeadamente de Schjelderup – um jogador que mistura o sangue (gelado) nórdico com a paixão latina de jogar futebol. Se na Luz a nossa vitória foi imerecida porque o Gil Vicente jogou bem melhor durante a maior parte do tempo, desta vez a consumação da vitória pecou por tardia, fazendo sofrer e muito os adeptos que assistiram ao jogo. Mais uma vez tivemos algumas oportunidades não concretizadas, o que só por si enerva qualquer adepto benfiquista, já para não falar do treinador Mourinho que não recusou encómios a Pavlidis pela abnegação demonstrada durante todo o jogo, apesar da pecha de não conseguir tantas vezes concretizar o que parece fácil a quem está, como eu, no sofá. Rafa parece seguir-lhe as pisadas, mas a nossa esperança é que “tantas vezes a cantarinha vai à fonte que se acaba por partir” e esp...

O provocador e os pregadores de iras (por Nuno Paiva Brandão)

O PROVOCADOR E OS PREGADORES DE IRAS Há dois dias, um Benfica competente, corajoso e bem organizado - que diferença face a um passado recente! - acabou derrotado por um cinzento Real Madrid, com golos de dois jogadores que não deveriam ter participado nesta segunda mão, caso a habilidosa arbitragem no jogo da Luz os tivesse sancionado com os cartões amarelos que os especialistas portugueses e espanhóis reconheceram como correspondentes às suas ações em campo.   A UEFA promove campanhas sobre os sonhos europeus no futebol, mas constata-se que apenas permite os que são validados pela instituição, devendo os demais ser suprimidos. Os fundamentos do jogo: o talento, o trabalho, a construção de uma equipa e a verdade do terreno, são matéria acessória e secundária face a privilégios como a proximidade ao poder.       E este ocupa-se dos sonhos, através de instrumentos como o Sr. Letexier, cuja nomeação para o desafio da Luz, tanto agradou em Madrid. Contudo, a v...

Não há vitórias morais!

Não há vitórias morais! Dito isto, que bela joga fizemos em Madrid, como as estatísticas o comprovam! Uma entrada de alta intensidade e excelente qualidade que culminou com o golo de Rafa. Uma resposta imediata do Real a empatar o jogo com uma oferta de Otamendi que Tchouaméni aproveitou para iniciar e concluir com acerto. A equipa ressentiu-se (obviamente) mas não se desorientou e fez um resto de 1ª parte aceitável. A 2ª parte começa com domínio do Real, Benfica recompôs-se e o jogo esteve bem dividido até aos 80m quando Tomás Araújo imita Otamendi e faz um passe disparatado que culmina em mais um golo de categoria de Vinícius, acabando com a eliminatória. Pelo meio, Courtois explicou a qualquer adepto por que razão é um dos melhores jogadores do Mundo. Com naturalidade, porque no conjunto das duas mãos o mereceu, particularmente melhor na 1ª mão, o Real ganhou esta eliminatória. Com um plantel avaliado algures pelos 1300-1400 milhões de euros, não surpreendeu que tivesse sido sup...

Em defesa de Prestianni!

 Em defesa de Prestianni! E pronto! A UEFA decidiu, de forma pressurosa e, certamente por coincidência, de acordo com os interesses do Real Madrid! De forma discricionária, sem direito a contraditório, a UEFA suspendeu preventivamente por 1 jogo Prestianni, com base em coisa nenhuma. Ao invés, a agressão flagrante de Valverde ao Dahl, essa que todos viram, até os mais fanáticos jornalistas espanhóis, passa escandalosamente impune. Repito o que já antes escrevi: até prova em contrário, Prestianni é inocente! Porque o afirmou, com o direito a ter idêntica credibilidade que o acusador, porque tapando a boca com a camisola tornou impossível a leitura labial. Não me venham com supostas acusações, apenas e só baseadas no facto de ter escondido os lábios. Prestianni, tem, repito, direito ao contraditório, antes de ser condenado. Algo demasiado importante para ser esquecido e que muitos convenientemente ignoram para condenar Prestianni, apenas com base na palavra de um fabuloso (porque o ...

Indignação, revolta e conformismo (por José Manuel Azevedo)

Indignação, revolta e conformismo 1.       Na minha vida de desportista federado de uma modalidade de pavilhão, daquelas supostamente apelidadas hoje de “amadoras” (o voleibol), mesmo aí sucediam situações indignas para quem, como eu, preza os valores da civilidade e boa educação. Apesar de não serem permitidos contactos, para o que contribui a existência de uma rede a separar as duas equipas em contenda, havia sempre alguém que ofendia o adversário, tanto por palavras, como (mais raramente) por actos – pequenos pontapés dados nas canelas de quem se encontrava na frente da rede, sem consequências para a integridade física, atendendo ao calçado que nessa altura se usava. Já quanto à arbitragem, aí, as ditas situações indignas verificavam-se com frequência, em especial quando não se concordava, com razão, com uma decisão tomada em nosso desfavor. Não é com orgulho que confesso que eu próprio fui penalizado com um cartão amarelo (uma única vez, em doze anos de ca...