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O futebol nacional e o Benfica na era do desatino (por Nuno Paiva Brandão)

O FUTEBOL NACIONAL E O BENFICA NA ERA DO DESATINO "Dependemos só de nós". Uma das frases mais repetidas no mundo do futebol e, supostamente, a duas jornadas do fim, aplicável à situação do Benfica relativamente à conquista do segundo lugar, nunca se revelou tão enganadora. Ao invés, o que este campeonato veio evidenciar, é que, no reinado da Proençocracia, os resultados são crescentemente marcados pelos desempenhos arbitrais. Pela enésima vez na Liga (como na Taça de Portugal), o recente jogo Famalicão-Benfica ofereceu uma centralidade inédita ao árbitro, posicionando-o como o grande poder na competição. A atuação de Gustavo Correia, já bem conhecido na Luz pela sua infeliz arbitragem do Benfica-Casa Pia, veio alterar o sentido do jogo e, consequentemente, a definição de um resultado, produzindo um caos arbitral cujos erros estão detalhadamente descritos, por exemplo, na análise de Pedro Henriques no jornal A Bola. Nesta festa que o árbitro ofereceu a si próprio, erguendo...

E Pluribus Unum

E Puribus Unum Passou o jogo em Famalicão e continuamos a depender de nós próprios para segurar o 2 lugar. Dito isto, recordo as palavras de Mourinho ao dizer numa muito curta declaração no final que “este jogo foi a amostragem de toda uma época, mas vamos dar tudo para conseguir o milagre do 2 lugar”. Sábias palavras! De facto, este jogo foi (em muito) o espelho da época no que aos erros, nossos e de arbitragem, diz respeito. Mas não foi apenas isso, porque realizámos provavelmente a melhor 1a parte da época. Uma exibição segura, compacta, poderíamos ter saído ao intervalo com o jogo mais do que ganho, mas assim não foi. Nem o árbitro nem o VAR viram um pênalti daqueles em que ficamos estupefactos quando a cegueira se torna incompreensível e se confunde com total incompetência, sempre altamente dolorosa para o prejudicado, para não falar na parcimónia da amostragem de amarelos particularmente a um jogador do Famalicão que nunca teria chegado ao intervalo se as regras do jogo fossem ap...
A novela Mourinho De repente, o Benfica vê-se envolvido numa telenovela de mau gosto, à volta da continuidade de Mourinho, única e exclusivamente por culpas próprias, em particular do seu Presidente Rui Costa que não salvaguardou atempadamente a continuidade do treinador para a próxima época. Quiçá por razões que se prendem com a renovação precoce de Schmidt por valores completamente absurdos, Rui Costa desta vez “encolheu-se” confiado no contrato existente até final de 2027, acreditando que a cláusula de rescisão que foi incluída por razões éticas, tendo em consideração as eleições que se avizinhavam, nunca seria para ser exercida, dado o resultado eleitoral. Por isto ou por aquilo, a verdade é que estamos em finais de abril de 2026, a cláusula aí está podendo servir sempre para todo e qualquer objetivo de rescisão e dando azo a especulações diárias, alimentadas por uma imprensa ávida de notícias e qualquer ida de Mourinho para o Real Madrid serve às mil maravilhas para fazer prim...

Entre um “hexa” e um 3o lugar

  Entre um “hexa” e um 3o lugar 1. Caramba, as meninas merecem! Hexampeãs nacionais, é marca histórica no futebol feminino. Todas as loas ao treinador, Ivan Batista (e sua equipa técnica), ao plantel liderado por Pauleta (Paula Encinas) e a toda a estrutura diretiva que tão bem tem trabalhado ao longo dos anos. Uma palavra muito especial a Filipa Patão, hoje no Boston Legacy, porque o “hexa” tem 5 que são muito dela… 2. No futebol masculino, temos muito mais do que um “hexa”, porque em títulos vão 38, dos quais um “tetra” e alguns “tri”. Este ano é que nem por isso, porque temos 9 (!) empates. Mas ontem, saímos de “barriga cheia”, com um resultado (4-1) melhor do que a exibição, apenas e só porque concretizámos o que construímos. Mesmo assim, depois de 1 golo a abrir (Bravo, António!), umas 3 bolas salvas por Trubin, antes de mais uma oferta, desta vez de Dahl, que o adversário não perdoou. Rios de imediato repôs a vantagem, voltando a equipa a uma modorra a que apenas as...

Como os benfiquistas recordarão Rui Costa (por Nuno Paiva Brandão)

COMO OS BENFIQUISTAS RECORDARÃO RUI COSTA A década dourada, compreendida entre 2009/10 e 2018/19, encerrou-se com seis Ligas nacionais conquistadas, uma sólida presença na Europa e com um nível exibicional do agrado da massa adepta. O marco negativo do período, foi falhar um inédito pentacampeonato em 2017/18, fruto de um erro estratégico que levou o Benfica a reduzir os investimentos, justamente quando tinha todas as condições para estabelecer um domínio absoluto no futebol nacional. Mas, globalmente, foi um período formidável para os benfiquistas, gerador de entusiasmo e orgulho pelo clube. Em julho de 2021, Rui Costa venceu umas eleições altamente participadas (mais de 40.000 votantes), com uns esmagadores 84% dos votos. No seu discurso de vitória, destacou "as responsabilidades acrescidas para si e para a sua equipa", e "a ambição e confiança no futuro". E definiu o objetivo geral: "o nosso objetivo é ganhar, ganhar sempre, em todas as competições despo...

Será que foi o 1º dia de uma nova era?

Será que foi o 1º dia da nova era? Sempre acreditei! Quando os meus amigos me questionavam sobre a minha “certeza” de ganhar em Alvalade, eu respondia – com cabecinha e garra, defendendo bem e metendo velocidade nos contra-ataques, a probabilidade de ganhar é muito alta. Dito e feito, ou melhor, a equipa conseguiu fazer exatamente o que preconizei, tal como Mourinho prenunciava quando disse na véspera que, para estes jogos, não é preciso motivar jogadores. E realmente, não foi… Tivemos a estrelinha, é verdade! Uns 2 lances nos postes, um penalti defendido ainda na fase inicial com imenso mérito por Trubin (como por várias vezes já nos habituou), mas também fizemos muito por isso. Defendemos muito e sempre bem, sob a batuta de Aursnes no miolo (grande regresso de um futuro e inquestionável capitão!), raramente demos espaços aos perigosos contra-ataques do Sporting (que tem excelentes jogadores e muito criativos, habituados a criar desequilíbrios nas defesas adversárias), mas (há sem...

A metastização dos erros arbitrais (por Nuno Paiva Brandão)

A METASTIZAÇÃO DOS ERROS ARBITRAIS Neste texto, não pretendo abordar as responsabilidades relativas da arbitragem e das falhas próprias do Benfica, na dececionante classificação atual da equipa na Liga. O meu objetivo, é apenas tratar a recorrente monumentalidade dos erros de arbitragem, que abalam a confiança na neutralidade da mesma e, consequentemente, na integridade das competições nacionais. José Mourinho, sintetizou os problemas com as arbitragens, nas competições da época em curso, com o exemplo dos três jogos disputados entre o Santa Clara e o SCP dizendo: "focando-me só - e tão só - para não ir mais longe, em três jogos com o Santa Clara... está tudo aí". Matematicamente, a probabilidade de uma moeda sem defeito, ser lançada ao ar e cair consecutivamente por três vezes sobre a mesma face, é de apenas 12,5%. Mas, para infortúnio do Santa Clara e dos rivais do SCP e para benefício deste, nos três confrontos entre as duas equipas, a moeda caiu sempre com a face SC...