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Mensagens

Formar sem governar (por Nuno Paiva Brandão)

FORMAR SEM GOVERNAR Num momento particularmente difícil do futebol do Benfica em que se evidenciaram as lacunas do plantel constituído para a época de 2025/26 e escassamente afinado no mercado de Inverno, vale a pena recordar o inexplicável contraste entre o desaproveitamento dos talentos formados no clube e as dispendiosas contratações falhadas, sobretudo porque temos presente a recorrente dificuldade do Benfica em dar visibilidade de carreira, na equipa principal, aos melhores jovens da formação.  Comecemos por notícias recentes: em abril de 2026, o Record noticia: "Rafael Quintas continua sem renovar com o Benfica devido às dúvidas quanto ao projeto desportivo". Quintas não é um jogador qualquer: há mais de dez anos no clube, é o capitão da geração campeã da Europa e do Mundo, no escalão sub-17. Felizmente, existem notícias contraditórias posteriores, dado que, segundo o Mais Futebol, parece existir um acordo verbal para a continuidade deste jovem talento no clube. Ent...

Agora? Só um milagre...

Agora? Só um milagre…. E pronto… Consumaram-se os piores receios de todos os adeptos benfiquistas! Um empate arrancado a ferros nos últimos segundos do jogo contra o Braga, deixa-nos novamente à mercê de terceiros para atingirmos o objetivo de chegar à Champions. A desilusão foi forte porque sempre se teve a esperança de que iríamos conseguir o “milagre” (como Mourinho o definiu) de chegarmos ao 2º lugar. Perante a arbitragem de Famalicão a acrescer a tantas outras do campeonato que inquinaram a verdade desportiva, compreendemos bem o estado de espírito dos jogadores e treinador na abordagem a este jogo, indiscutivelmente o mais decisivo para atingir o desiderato dos milhões da Champions. Se os nervos estavam à flor da pele, o golo anulado aos 3 minutos por 4 cm (com linhas de frame muito duvidosas) e dois cantos que o árbitro transformou em pontapé de baliza, indiscutivelmente mexeram com o estado de espírito dos jogadores, arreigando a convicção de que o campo estaria inclinado. ...

A bela Benfica SAD e os seus pretendentes

  A bela Benfica SAD e os seus pretendentes  Há dias, ficámos a saber que um acionista do Benfica – José António Santos vendeu a sua posição de 16,38% a um fundo norte-americano ( Entrepreneur   Equity   Partners ) por uma verba a rondar os 45,2 M euros (segundo as notícias publicadas). Durante anos, esta participação esteve nas mãos de um investidor foi um autêntico “ silent   partner ”, dado que os restantes acionistas e Sócios do Clube jamais percecionaram qualquer vantagem para o Clube/SAD dessa participação – desta, a única realidade é que nomeava uma pessoa para o Conselho de Administração.  As notícias corriam há muito referindo o interesse deste acionista em vender e até se supôs que o outro Fundo norte-americano ( Lenore  Sports  Partners ) que detinha 5,24% estivesse interessado em adquirir esta importante “fatia” que lhe possibilitaria deter quase 22% do capital da SAD – já agora, veremos se não sucederá o contrário… caso, entretanto, o...

O futebol nacional e o Benfica na era do desatino (por Nuno Paiva Brandão)

O FUTEBOL NACIONAL E O BENFICA NA ERA DO DESATINO "Dependemos só de nós". Uma das frases mais repetidas no mundo do futebol e, supostamente, a duas jornadas do fim, aplicável à situação do Benfica relativamente à conquista do segundo lugar, nunca se revelou tão enganadora. Ao invés, o que este campeonato veio evidenciar, é que, no reinado da Proençocracia, os resultados são crescentemente marcados pelos desempenhos arbitrais. Pela enésima vez na Liga (como na Taça de Portugal), o recente jogo Famalicão-Benfica ofereceu uma centralidade inédita ao árbitro, posicionando-o como o grande poder na competição. A atuação de Gustavo Correia, já bem conhecido na Luz pela sua infeliz arbitragem do Benfica-Casa Pia, veio alterar o sentido do jogo e, consequentemente, a definição de um resultado, produzindo um caos arbitral cujos erros estão detalhadamente descritos, por exemplo, na análise de Pedro Henriques no jornal A Bola. Nesta festa que o árbitro ofereceu a si próprio, erguendo...

E Pluribus Unum

E Puribus Unum Passou o jogo em Famalicão e continuamos a depender de nós próprios para segurar o 2 lugar. Dito isto, recordo as palavras de Mourinho ao dizer numa muito curta declaração no final que “este jogo foi a amostragem de toda uma época, mas vamos dar tudo para conseguir o milagre do 2 lugar”. Sábias palavras! De facto, este jogo foi (em muito) o espelho da época no que aos erros, nossos e de arbitragem, diz respeito. Mas não foi apenas isso, porque realizámos provavelmente a melhor 1a parte da época. Uma exibição segura, compacta, poderíamos ter saído ao intervalo com o jogo mais do que ganho, mas assim não foi. Nem o árbitro nem o VAR viram um pênalti daqueles em que ficamos estupefactos quando a cegueira se torna incompreensível e se confunde com total incompetência, sempre altamente dolorosa para o prejudicado, para não falar na parcimónia da amostragem de amarelos particularmente a um jogador do Famalicão que nunca teria chegado ao intervalo se as regras do jogo fossem ap...
A novela Mourinho De repente, o Benfica vê-se envolvido numa telenovela de mau gosto, à volta da continuidade de Mourinho, única e exclusivamente por culpas próprias, em particular do seu Presidente Rui Costa que não salvaguardou atempadamente a continuidade do treinador para a próxima época. Quiçá por razões que se prendem com a renovação precoce de Schmidt por valores completamente absurdos, Rui Costa desta vez “encolheu-se” confiado no contrato existente até final de 2027, acreditando que a cláusula de rescisão que foi incluída por razões éticas, tendo em consideração as eleições que se avizinhavam, nunca seria para ser exercida, dado o resultado eleitoral. Por isto ou por aquilo, a verdade é que estamos em finais de abril de 2026, a cláusula aí está podendo servir sempre para todo e qualquer objetivo de rescisão e dando azo a especulações diárias, alimentadas por uma imprensa ávida de notícias e qualquer ida de Mourinho para o Real Madrid serve às mil maravilhas para fazer prim...

Entre um “hexa” e um 3o lugar

  Entre um “hexa” e um 3o lugar 1. Caramba, as meninas merecem! Hexampeãs nacionais, é marca histórica no futebol feminino. Todas as loas ao treinador, Ivan Batista (e sua equipa técnica), ao plantel liderado por Pauleta (Paula Encinas) e a toda a estrutura diretiva que tão bem tem trabalhado ao longo dos anos. Uma palavra muito especial a Filipa Patão, hoje no Boston Legacy, porque o “hexa” tem 5 que são muito dela… 2. No futebol masculino, temos muito mais do que um “hexa”, porque em títulos vão 38, dos quais um “tetra” e alguns “tri”. Este ano é que nem por isso, porque temos 9 (!) empates. Mas ontem, saímos de “barriga cheia”, com um resultado (4-1) melhor do que a exibição, apenas e só porque concretizámos o que construímos. Mesmo assim, depois de 1 golo a abrir (Bravo, António!), umas 3 bolas salvas por Trubin, antes de mais uma oferta, desta vez de Dahl, que o adversário não perdoou. Rios de imediato repôs a vantagem, voltando a equipa a uma modorra a que apenas as...