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Re(a)pito dourado (por Nuno Paiva Brandão)

RE(A)PITO DOURADO Segundo um intelectual revolucionário do século XIX, " a história repete-se, a primeira vez como tragédia, depois como farsa". Passados 175 anos, esta frase parece reflectir com precisão, os acontecimentos no futebol português neste século. Depois do escandaloso Apito Dourado, de tão limitadas consequências face às ações então perpetradas, temos agora esta repetição, com o último ponto focal no Estádio do Dragão, no passado dia 20. As inúmeras decisões arbitrais equivocadas, já amplamente descritas e comentadas por diversos especialistas, constituíram um substancial acervo de absurdos (ex. o cartão amarelo a um ensanguentado Prestianni por reclamar da violência sofrida) e situações caricatas (ex. o cartão amarelo, em vez do óbvio cartão vermelho, a Gabri Veiga, após um pisão brutal e prolongado a Bah). No total, 8 situações caricaturais configuraram esta farsa. Em artigo anterior, inventariei um conjunto de decisões arbitrais que, sucessivamente, havia...

Houve mesmo coisas muito estranhas no Dragão…

Houve mesmo coisas muito estranhas no Dragão… No final do jogo, Marco Silva disse tudo - aqui (no FC Porto) condicionam-se os árbitros antes e durante os jogos (e até depois, acrescento eu). Não poderia ter mais razão. Farioli bem afirmou durante semanas que nos jogos do FC Porto houve sempre “coisas estranhas” e não se referia obviamente aos benefícios usufruídos e já aqui apontados neste blog por Nuno Paiva Brandão. Esta semeadura deu bons frutos ontem… Eu também aqui manifestei neste blog estranheza pela nomeação de Miguel Nogueira e do VAR Luis Ferreira, arguindo existirem bem melhores opções. Infelizmente fui premonitório. Apenas para memória futura, pergunto: (1) aos 5’ a entrada destemperada de Veiga ao tornozelo de Bah não era vermelho? O VAR ainda tomava café ? (2) Prestianni fica a sangrar aos 33’ e é ele que vê amarelo por protestar? (3) pelos 45’ a “fragatada” de William a Prestianni não era amarelo? (4) aos 93’ Samu não dá um murro nas costas de Bah? Novamente o VAR es...

No Dragão? Para ganhar!

  No Dragão? Para ganhar! Estamos em vésperas de um FC Porto x Benfica e há uns anos que, entre os adeptos benfiquistas, não se respirava um otimismo tão confiante… a exibição em Milão com uns 9 “não titulares” a seguir a uma vitória muito sofrida contra um Gil Vicente com os tais 11 titulares, deixaram a larga maioria de adeptos super confiantes sobre a possibilidade de uma vitória no Dragão. Pessoalmente, esta afirmação de personalidade em Milão com um 11 altamente batalhador e onde em todos os poros transpirava pundonor e classe, creio que veio trazer múltiplas questões (mas não sei se boas pelas dúvidas que forçosamente suscitam) ao treinador Marco Silva (MS). Afirmou a imprescindibildade de Palhinha, a convicção de que Aursnes tem que jogar, mas a partir daqui só a certeza de que existem muitas e boas soluções neste plantel. Trubin (este) é certeza, Banjaqui tem subido a olhos vistos, Circati é alternativa obrigatória contra um FC Porto perito em bolas paradas, El Karouan...

Com Marco Silva voltamos a jogar à Benfica!

COM MARCO SILVA VOLTAMOS A JOGAR À BENFICA! Nos grandes duelos entre equipas de topo, os treinadores assumem cada vez mais um papel central. No início da década passada, na Liga espanhola, o embate Madrid-Barça definia-se tanto pelo repto CR7-Messi, como pelo enfrentamento conceptual e de personalidades entre Mourinho e Guardiola.  Atualmente, no futebol nacional, a rivalidade Benfica-FC Porto (FCP), evidencia também um contraste entre a forma como os seus técnicos fazem a leitura dos jogos e avaliam as performances das suas equipas. A esse respeito, o início da Liga dos Campeões, trouxe-nos um instrutivo FCP x M. City. O resultado de 0-2 não pareceu anómalo face às forças em presença e refletiu as estatísticas chave do jogo:                                 FCP                                  ...

Este Benfica legitima todas as esperanças…

Este Benfica legitima todas as esperanças… Mais 2 jogos, mais 2 vitórias das que nos fazem sonhar. Se no Marítimo (0-3) talvez o resultado até tenha sido melhor do que a exibição (aquele início da 2ª parte deixou-nos apreensivos na altura), ontem, em Moreira de Cónegos (0-4), quando o jogo terminou ficámos literalmente com pena de não ter durado mais uns (largos) minutos, tal a qualidade exibicional que nos foi proporcionada durante a maior parte do jogo. Se no Marítimo a qualidade do nosso futebol também foi altamente prejudicada por um campo que deveria estar interdito para jogos de divisões profissionais, ontem, nem o mau estado do relvado impediu o brilhantismo da nossa exibição. Ficámos a sonhar, isso é indiscutível. Depois do jogo contra o Gil Vicente (que no ano passado vencemos por muita sorte e de forma até imerecida) em que legitimamente esperamos a confirmação das recentes exibições e uma vitória indiscutível, espera-nos a verdadeira “prova dos nove” ao defrontarmos o Mi...

O obituário competitivo da Liga e o arranque do Benfica (por Nuno Paiva Brandão)

O obituário competitivo da Liga e o arranque do Benfica (por Nuno Paiva Brandão ) Neste final de agosto, assisti a dois jogos de futebol: Real Madrid-Málaga e Benfica-Estoril. A mesma modalidade, dois jogos com um perfil oposto. No desafio da La Liga, a equipa mais débil - o neoprimodivisionário e histórico Málaga - jogou no campo todo, enfrentando o gigante Real Madrid sem receio de competir. No jogo da Luz, o histórico Estoril, comportou-se segundo uma estratégia contrária à do Málaga, acantonamento hiperdefensivo, faltas sucessivas, desdenhadas por um árbitro permissivo, e toda a equipa lutando, à espera de um "milagre". Os factos são teimosos: em posse de bola, 57%-43% no jogo de Madrid, 69%-31%, no desafio na Luz. em remates totais: 19-14, no jogo de Madrid e 23-4, no desafio na Luz. em pontapés de canto: 9-6 no jogo de Madrid versus 9-0, no desafio na Luz. Outra diferença importante: o Málaga utilizou 15 (!) jogadores espanhóis de um total de 16 e o Estoril fez particip...

Benfica – as modalidades também estão no nosso ADN!

Benfica – as modalidades também estão no nosso ADN! 1 . Hoje, o destaque do meu texto vai para as modalidades. Quando o Benfica tem um atleta como Fernando Pimenta que acaba de ganhar mais 2 medalhas de ouro na canoagem, totalizando agora 187 medalhas em todas as competições, é forçoso que se dê destaque a um feito notável que honra Portugal. Pimenta será um dos que perdurará na memória dos tempos, tal como Eusébio e CR, Livramento, Adrião, Vaz Guedes, os irmãos Serpa, Agostinho, a dupla rival Nicolau/Trindade, Carlos Lopes e Fernando Mamede, o “nosso” António Leitão, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, Nelson Évora, a dupla ciclista Leitão/Oliveira, Yokochi, Telma Monteiro ou agora Neemias Queta, entre tantos outros que pela grandeza dos seus feitos deixaram de pertencer aos clubes que os lançaram para se tornarem ídolos nacionais. O carinho que o Benfica tem ao longo de décadas dedicado às amadoras tem destes momentos que nos orgulham não só pelo contributo dado à sociedade ao fomenta...