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Mensagens

Em maio, quem estará melhor posicionado para o futuro? (por Nuno Paiva Brandão)

EM MAIO, QUEM ESTARÁ MELHOR POSICIONADO PARA O FUTURO? A recente celebração do 122º aniversário do Sport Lisboa e Benfica, com uma "história construída por gerações que sempre lutaram pela grandeza" (discurso de Rui Costa), fez-me conjeturar sobre a geometria variável na perceção da grandeza do clube, entre adeptos de diferentes gerações. Entre 1959/60 e 1969/70, o Benfica venceu 8 de 10 campeonatos, foi bicampeão europeu e partilhou com o Real Madrid o estatuto de equipa dominante na Europa. Se ampliarmos o período até 1978/79 (20 épocas), o Benfica conquistou 14 campeonatos, face a 4 ganhos pelo SCP e apenas 2 pelo FCP. Assim, as gerações nascidas no início dos anos 50 e nos anos anteriores, tiveram o privilégio de viver estes feitos extraordinários e serão, provavelmente, as que melhor podem percecionar a grandeza alcançada pelo clube. Contudo, deixando rolar o tempo, a percepção das gerações subsequentes, estará marcada por pautas distintas: entre 1979/80 e 1998/99, o...

Este Benfica não nos anima…

  Este Benfica não nos anima… Mais um jogo do campeonato, mais 3 pontos, com um 3-0 que nos deveria, pela frieza dos números contra um Guimarães teoricamente difícil, deixar bem animados. Mas infelizmente, as redes sociais não mentem, perpassando uma sensação de descrença que se radica numa pobreza exibicional que intranquiliza o mais calmo dos adeptos. Do fim para o princípio, o objetivo imediato foi cumprido, principalmente graças a um Rios sempre generoso “a morder as canelas” (no bom sentido) aos adversários na busca da bola e que após 2 roubos a adversários incautos, soube demonstrar que o seu futebol se baseia nos princípios do coletivo ao oferecer a Prestianni e Pavlidis, a oportunidade de concretizarem. Com 2-0, dantes havia convicção de que “estava ganho”, hoje anseia-se pelo 3-0 para se respirar melhor. Este futebol do Benfica está órfão de um pensador de jogo, um daqueles que imponha ritmos, acelere ou trave consoante o jogo pede. Rios poderia ser esse tal, mas...

As leis da física, do jogo e do bom senso (por José Manuel Azevedo)

  As leis da física, do jogo e do bom senso 1. Um dos tema s  que me tem  feito,  e muito ,  refle c tir nos últimos tempos, enquanto apaixonado do futebol (e antigo atleta federado de voleibol) tem e specificamente  a ver com as incoerências de critérios  utilizados pelos  árbitros, em Portugal ou no estrangeiro, quando da apreciação de lances quantas vezes controversos, sobretudo naqueles do s quais  podem resultar ou não grandes penalidades , o que leva a que me interrogue  sobre quantos desses árbitros praticaram futebol na vida. 2. Em especial ,  porque tem havido muita discussão sobre a existência ou não de “casualidade” quando a bola bate na mão ou no braço  dum jogador .  Nos meus tempos de adolescente, um lance em que, dentro da grande ou pequena área, a bola batia “por ressalto” no braço de um adversário, não havia qualquer discussão - a intervenção era considerada não deliberada, não devendo, assi...

Parar no sinal de stop (por Nuno Paiva Brandão)

PARAR NO SINAL DE STOP Nos desafios mais importantes recentemente jogados pelo Benfica, o desempenho da equipa foi vítima da instabilidade e vulnerabilidade de alguns dos jogadores. Em jogos muito competitivos, o excesso de "erros individuais não forçados", paga-se caro. Foi assim nos confrontos a eliminar com o Real Madrid e, também, na disputa, possivelmente decisiva, com o FCP na Luz. Esta acumulação de erros, com pesadas consequências, tem também sido causada, a meu ver, por discutíveis opções nos perfis contratados nos últimos anos. Limitando-nos ao passado muito recente, o Benfica privilegiou, nas suas contratações mais dispendiosas (em valor do passe e/ou em montantes salariais), o perfil do “talentoso episódico". O tipo de jogador que entusiasma os adeptos nos dias bons, mas que pode ser desastroso, nos dias menos bons. E que, em qualquer caso, pode comprometer o equilíbrio e a eficiência global da equipa. Kokçu e um Di Maria em final de carreira, são exemplo...

Não há coração que aguente…

  Não há coração que aguente… Este sábado, foi, do ponto de vista pessoal, um dia muito especial - um dia de recordar memórias de um tempo em que fui jovem, algures por 1971/72, em que por carolice iniciei com um conjunto de jovens com idade de iniciados uma história de 32 anos que foi quanto durou o andebol do (Liceu) Pedro Nunes. Um dos antigos, daqueles que iniciaram comigo esta epopeia, lembrou-de lançar um livro sobre esta aventura (“Pedro Nunes, a vida toda numa bola de andebol”) durante um jantar comemorativo desses anos bem vividos que perduram para sempre na memória de centenas ou talvez milhares que envergaram essa camisola ligada ao Liceu onde andei. Foi assim que vi o jogo do Benfica em Arouca, maioritariamente entre sportinguistas que circunstancialmente me rodeavam, todos muito simpáticos comigo enquanto decorria o jogo, certamente convencidos que se cavaria o fosso pontual para o nosso rival. Imaginam o meu sorriso amarelo, talvez contagiado pela cor das ca...

O "Inferno da Luz" (por José Manuel Azevedo)

  O “Inferno da Luz” 1.       Não tendo feito qualquer pesquisa sobre a origem da expressão “Inferno da Luz” – que, por certo, existirá na informação oficial do clube - é evidente que ela se relaciona com o ambiente “hostil” que se cria no estádio sempre que um adversário nos visita. 2.       Não gosto do adjectivo “hostil”, confesso, porque fui educado no respeito pelos valores da sã competição e porque, mais do que ser “hostil” para o adversário – para perceber o que isso significa basta recorrermos aos recentes exemplos no Estádio do Dragão, inclusivé fora do estádio – interessa é apoiar a equipa do princípio ao fim, qualquer que seja o resultado que se verifique. 3.       Compreendo perfeitamente a sensação de amargura quando se está a perder, sendo justamente aí que se devem verificar as manifestações de apoio à equipa, como sempre sucede (não creio que haja alguém que me possa contrariar) nos est...

Do mal, o menos…

Do mal o menos… 1. Ficou uma sensação de sabor amargo. Ficou a convicção que se o jogo durasse mais 10’ ou 15’, se calhar até virávamos o jogo. Ficou a sensação (e a convicção, quase certeza) de que se Aursnes jogasse, o jogo era ou teria sido sido muito diferente. Mas, acima de sensações ou convicções, ficou a certeza de que este plantel está super espremido, mesmo que afetado por lesões. O empate tem sempre sabor a fel quando obrigatoriamente se tem de ganhar. Mas como o jogo correu, depois da evidente supremacia da 1a parte do FC Porto, uma equipa muito bem trabalhada e construída pelo seu treinador, uma equipa veloz e “com peso” o empate soube a ouro. A vontade de criticar é imensa, também o farei em tempo oportuno (como Mourinho o fez “a quente”), mas começo por tecer loas ao espírito de luta da equipa, à tremenda garra e alma com que sempre lutou, à 2a parte que nos deu como certeza que com um janeiro mais cuidado nos reforços, a equipa poderia almejar outros voos. A 1a parte foi...