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O empate na esteia é mais do que um sintoma das lacunas do plantel (por Nuno Paiva Brandão)

O EMPATE NA ESTREIA É MAIS DO QUE UM SINTOMA DAS LACUNAS DO PLANTEL Na sequência do dececionante empate com o Académico de Viseu, muitas vozes benfiquistas, com razão, apontaram o dedo às lacunas do plantel do Benfica, que tardam a ser mitigadas ou totalmente corrigidas. Contudo, infelizmente, creio que este desaire inicial na Liga, não é apenas o subproduto de desequilíbrios no plantel, é também e sobretudo, de forma mais ampla, uma inconstância resultante de escolhas fundamentais feitas pela Direção do Benfica nos últimos anos. O êxito recorrente no futebol de alta competição, requer a escolha de um modelo de jogo estável, a seleção dos jogadores adequados a esse modelo e uma consistência nas equipas técnicas que operacionalizam essa visão. A seleção espanhola, atual campeã do mundo, adaptou o mesmo modelo de jogo com  Aragones , com  Del Bosque, com  Luis  Enrique e agora com  Luis  de La  Fuente . Como é lógico, as seleções dos escalões de formação...

Marco Silva não é milagreiro!

  Marco Silva não é milagreiro! Uma semana de altos, médios e baixos… um Hearts “fofinho”, incapaz de contrariar defensivamente um ataque muito criativo do Benfica, levando 6 golos pela fidelidade ao seu modelo britânico de procurar jogar o jogo e, logo a seguir, um Viseu pragmático, aceitando sem rebuço a nossa superioridade, fechadinho lá atrás à boa maneira “tuga”, jamais se desorientando perante a sucessão de oportunidades perdidas (18 ao todo), procurando explorar as debilidades defensivas deste Benfica que há muito são conhecidas e… levou 1 ponto! Durante o intervalo deste jogo, perante tantas e tão flagrantes oportunidades perdidas, já muitos dos meus amigos agoiravam o resultado, relembrando os empates concedidos na Luz em 25/26. Outros, diziam-me, com notória amargura na voz, que “com este miolo e estes centrais, nem 2 de avanço nos dão tranquilidade”. O resultado final (2-2) aí está, a dar razão factual a quem preconizava o descalabro defensivo, de que Março Silva se quei...

St. Gallen não deu "galo"!

St. Gallen não deu “galo”! Tal como eu previa, o nosso Benfica ultrapassou o St. Gallen, com maior ou menor dificuldade. Uma primeira parte a confirmar múltiplos problemas na equipa, sobretudo quando procurávamos sair com a bola da zona defensiva em transições a carecerem de urgentes melhorias face a marcações apertadas, uma defesa que teve alguns sobressaltos com um Baldé endiabrado a moer o juízo a Bah, um Trubin a alternar o bom com momentos de insegurança preocupante, um miolo que não conseguia segurar o jogo, enredado nas marcações individuais e apenas quando metemos alguma velocidade na superior técnica dos nossos jogadores conseguimos um golo e até poderíamos ter feito mais. A 2ª parte trouxe ao de cima a superior categoria do nosso coletivo, e quiçá por Marco Silva ter exigido maior velocidade, o difícil tornou-se fácil. A entrada dos mundialistas veio acabar com um St. Gallen já destroçado e incapaz de responder. Foram 5, poderiam ter sido mais, mas os Suíços também tiveram ...

O futebol tem de levar uma grande volta!

O futebol tem de levar uma grande volta! Nas vésperas do jogo em St. Gallen, Rui Costa lembrou-se de fazer uma intervenção verdadeiramente premonitória sobre o descalabro que foi a exibição neste jogo contra uma equipa voluntariosa, mas claramente de uma terceira divisão europeia. Imaginem que reconheceu, candidamente, que a equipa do Benfica irá sofrer significativas mudanças nas semanas mais próximas, por estas ou outras palavras. Assim, de uma penada, passou guia de marcha a uns quantos que iam jogar, para além de confessar publicamente que o planeamento da pré-época foi inexistente ou quase. Pessoalmente, depois do que vi nestes jogos de pré-época, culminando nesta derrota tão achincalhante quanto merecida, eu classificaria mesmo o Departamento de Futebol como um autêntico desastre. As poucas aquisições que ousou fazer pouco ou nada demonstram, as lacunas no plantel são gritantes, a defesa (com guarda-redes incluído) comete erros de palmatória, o miolo que reconheçamos...

À procura da fórmula vencedora (por Nuno Paiva Brandão)

À PROCURA DA FÓRMULA VENCEDORA Há cerca de 65 anos, o Benfica irrompeu na Europa como uma força revolucionária, derrotando na final da então Taça dos Campeões Europeus o Real Madrid de Di Stéfano e Puskas. Hoje, por uma curiosa coincidência, os dois gigantes ibéricos, separados por 630 km de Península, partilham um objetivo comum: voltar a dominar as respetivas competições nacionais. Para isso, necessitam de superar o rival incumbente, respetivamente o FCP e o FC Barcelona. A segunda interceção neste tópico, advém do facto do RM ter escolhido Mourinho para liderar esse desafio, justamente o treinador que a passividade da Direção do Benfica deixou à mercê do mercado, ao não ter respondido em tempo oportuno à sua intenção de renovação. O futuro evidenciará quem teve razão: se Florentino Pérez por ter agido, se Rui Costa por ter olhado para o lado. Contudo, a sobreposição das situações dos dois clubes, termina nestes elementos de contexto. Para poder voltar a liderar, o RM compreendeu...

Um Benfica sem planeamento

Um Benfica sem planeamento   Quando terminou a final da Taça com a surpreendente vitória do Torreense sobre o Sporting, ficámos com a sentença lida: pré-eliminatórias da Liga Europa a começar a 23 julho, imediatamente a seguir a um Mundial onde teríamos, por certo, muitos jogadores convocados.  Seguiu-se o folhetim Mourinho, com a novela Marco Silva a desenrolar-se ao mesmo tempo, mas o mínimo que se poderia esperar da estrutura altamente profissional (pelo menos ao nível do custo) que rege o futebol do Benfica é que, tudo sopesado, a equipa estivesse estruturada ao recebermos o St. Gallen. Desde aí, estas semanas são o maior exemplo de que, no atual Benfica, se navega à vista. Não me passa pela cabeça de que as lacunas no plantel não estivessem mais do que identificadas, mas a realidade, como vimos ontem, é que andamos a adaptar um Manu Silva a central por falta de alternativas disponíveis - com a ausência no Mundial de T. Araújo e uma mais do que certa (e dizem que há m...

Uma Seleção que desiludiu e um Benfica que preocupa…

Uma Seleção que desiludiu e um Benfica que preocupa… Estamos no Verão, com uns dias canícula terrível e ainda é cedo para falarmos de Benfica (apesar de uns apontamentos que farei no final deste texto). A Seleção claramente dominou as notícias do defeso, mesmo as transferências surgiram como acontecimentos laterais nesta época. Uma Seleção que muito deixou a desejar, na minha opinião e acrescento desde já, muito por culpa de Proença e Martinez, por esta ordem. Depois, também por uns quantos jogadores que  são mais vítimas que réus, porque aqui chegaram com mais de 60 jogos de alta competição nas pernas. Falemos então da Seleção Nacional, começando por referir que sempre a segui com enorme paixão. Em miúdo, sempre que os meus Pais podiam (leia-se “escudos”), todo e qualquer jogo da Seleção, quando disputado em Lisboa, era uma festa coletiva em que participávamos - habitualmente no Estádio Nacional, sendo, pessoalmente, a memória mais marcante o jogo contra o Brasil em que Vicen...