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Mensagens

O provocador e os pregadores de iras (por Nuno Paiva Brandão)

O PROVOCADOR E OS PREGADORES DE IRAS Há dois dias, um Benfica competente, corajoso e bem organizado - que diferença face a um passado recente! - acabou derrotado por um cinzento Real Madrid, com golos de dois jogadores que não deveriam ter participado nesta segunda mão, caso a habilidosa arbitragem no jogo da Luz os tivesse sancionado com os cartões amarelos que os especialistas portugueses e espanhóis reconheceram como correspondentes às suas ações em campo.   A UEFA promove campanhas sobre os sonhos europeus no futebol, mas constata-se que apenas permite os que são validados pela instituição, devendo os demais ser suprimidos. Os fundamentos do jogo: o talento, o trabalho, a construção de uma equipa e a verdade do terreno, são matéria acessória e secundária face a privilégios como a proximidade ao poder.       E este ocupa-se dos sonhos, através de instrumentos como o Sr. Letexier, cuja nomeação para o desafio da Luz, tanto agradou em Madrid. Contudo, a v...

Não há vitórias morais!

Não há vitórias morais! Dito isto, que bela joga fizemos em Madrid, como as estatísticas o comprovam! Uma entrada de alta intensidade e excelente qualidade que culminou com o golo de Rafa. Uma resposta imediata do Real a empatar o jogo com uma oferta de Otamendi que Tchouaméni aproveitou para iniciar e concluir com acerto. A equipa ressentiu-se (obviamente) mas não se desorientou e fez um resto de 1ª parte aceitável. A 2ª parte começa com domínio do Real, Benfica recompôs-se e o jogo esteve bem dividido até aos 80m quando Tomás Araújo imita Otamendi e faz um passe disparatado que culmina em mais um golo de categoria de Vinícius, acabando com a eliminatória. Pelo meio, Courtois explicou a qualquer adepto por que razão é um dos melhores jogadores do Mundo. Com naturalidade, porque no conjunto das duas mãos o mereceu, particularmente melhor na 1ª mão, o Real ganhou esta eliminatória. Com um plantel avaliado algures pelos 1300-1400 milhões de euros, não surpreendeu que tivesse sido sup...

Em defesa de Prestianni!

 Em defesa de Prestianni! E pronto! A UEFA decidiu, de forma pressurosa e, certamente por coincidência, de acordo com os interesses do Real Madrid! De forma discricionária, sem direito a contraditório, a UEFA suspendeu preventivamente por 1 jogo Prestianni, com base em coisa nenhuma. Ao invés, a agressão flagrante de Valverde ao Dahl, essa que todos viram, até os mais fanáticos jornalistas espanhóis, passa escandalosamente impune. Repito o que já antes escrevi: até prova em contrário, Prestianni é inocente! Porque o afirmou, com o direito a ter idêntica credibilidade que o acusador, porque tapando a boca com a camisola tornou impossível a leitura labial. Não me venham com supostas acusações, apenas e só baseadas no facto de ter escondido os lábios. Prestianni, tem, repito, direito ao contraditório, antes de ser condenado. Algo demasiado importante para ser esquecido e que muitos convenientemente ignoram para condenar Prestianni, apenas com base na palavra de um fabuloso (porque o ...

Indignação, revolta e conformismo (por José Manuel Azevedo)

Indignação, revolta e conformismo 1.       Na minha vida de desportista federado de uma modalidade de pavilhão, daquelas supostamente apelidadas hoje de “amadoras” (o voleibol), mesmo aí sucediam situações indignas para quem, como eu, preza os valores da civilidade e boa educação. Apesar de não serem permitidos contactos, para o que contribui a existência de uma rede a separar as duas equipas em contenda, havia sempre alguém que ofendia o adversário, tanto por palavras, como (mais raramente) por actos – pequenos pontapés dados nas canelas de quem se encontrava na frente da rede, sem consequências para a integridade física, atendendo ao calçado que nessa altura se usava. Já quanto à arbitragem, aí, as ditas situações indignas verificavam-se com frequência, em especial quando não se concordava, com razão, com uma decisão tomada em nosso desfavor. Não é com orgulho que confesso que eu próprio fui penalizado com um cartão amarelo (uma única vez, em doze anos de ca...

Na Luz, entre o Céu e o Inferno!

Na Luz, entre o Céu e o Inferno! Depois de um agradável passeio até aos Açores onde vencemos com mérito por 2-1 após uma excelente 1ª parte e onde, com mestria, soubemos ultrapassar o frango de Trubin logo no início da 2ª parte, coube-nos enfrentar um Real Madrid bem diferente do que vimos recentemente na Luz. Arbeloa aprendeu a lição, posicionou jogadores de forma diferente e venceu com todo o mérito, mercê da genialidade de um jogador (Vinícius Jr) que além de ter marcado um golo fantástico, arranjou um rebuliço tal que acabou literalmente com o jogo, como muito bem disse Mourinho no final. Sintetizando o jogo, o Benfica entrou melhor, o Real recompôs-se pelos 20m e dominou até final da 1ª parte onde poderia ter saído a vencer. Para 1 ou 2 oportunidades do Benfica, este Real de Mbappé e Vinícius Jr, com diversos aios de craveira mundial, teve umas 3 ou 4, quiçá mais flagrantes. Resultado lisonjeiro ao intervalo, expectativa em aberto para a 2ª parte. Mal sabíamos que esta 2ª pa...

Em que é que o Benfica necessita de pensar e acreditar? (por Nuno Paiva Brandão)

EM QUE É QUE O BENFICA NECESSITA DE PENSAR E ACREDITAR? No emotivo e volátil mundo do futebol, um dos "axiomas" diariamente apregoados pelos regimentos de comentadores das televisões, é este: " o futebol é o momento". Neste universo do “aqui e agora” futebolístico, existe uma hostilidade à elaboração de reflexões de fundo, um desdém por perspetivas que não se adequem ao menu dos pequenos escândalos do dia. No dia anterior ao histórico Benfica-Real Madrid, um desses críticos afirmava: "Se o Benfica perdesse Mourinho talvez até se livrasse de um problema na próxima época". Além da habitual tentativa de disrupção benfiquista, tão propícia a gerar audiências, este autogolo analítico manifesta a contemporânea propensão para a sobranceria em relação ao saber e à experiência, o desapreço pelos conhecimentos de especialistas versados  (as  chamadas "elites"). Assim, estes observadores, sem o peso da responsabilidade de uma vida ativa no futebol, podem fa...

Temos que acreditar!

Temos que acreditar! Friamente, a semana nem correu nada mal… vencemos o Alverca e no Porto, entre os 2 primeiros, registou-se um empate do qual, salvo melhor opinião, poderemos acreditar que seremos nós os maiores beneficiários. Refiro poderemos, apenas porque as pechas de finalização que mais uma vez demonstrámos a jogar contra um Alverca que até sabe jogar a bola terão sempre de nos deixar inquietos e ansiosos, a submeter os nossos corações a autênticas provas de resistência (qual eletrocardiograma de esforço), tantas e tamanhas as oportunidades desperdiçadas. Mas o fim-de-semana até acabou muito bem, com esse empate milagroso conseguido pelo Sporting, mais uma vez ao cair do pano, num jogo feio e demonstrativo do pragmatismo pelo resultado que norteou ambos os treinadores. Sendo este um espaço de opinião benfiquista, não entro em grandes comentários sobre um jogo alheio, mas em que não posso deixar de constatar os diversos “fait divers” que apimentaram o jogo (i) ar condicion...