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Mensagens

Nacional para animar (ou nem tanto), Sporting para ganhar

Nacional para animar (ou nem tanto), Sporting para ganhar! Nas bancadas sorria-se aos 15’ – um miúdo ao meu lado que provavelmente ia pela 1ª vez ao Estádio da Luz, sorria de felicidade com 2-0, esperando, tal como todos nós, uma  ampla vitória, talvez até uma goleada das antigas… Ao intervalo já não sorria tanto e, no final, estava contente por ter ganho, mas até ele estava descoroçoado. A uma exibição que muito prometia, seguiram-se fogachos de futebol, ante um muito fraco Nacional que apenas na 2ª parte deu um ar da sua graça e até marcou um golito que foi anulado – o tal que todos começávamos a t(r)emer que pudesse acontecer, com tantas memórias de vantagens perdidas este ano. Pelo meio, um corrupio de oportunidades perdidas, uma após a outra, por isto ou aquilo, um pé a mais ou a menos, agora com alas (Prestianni e Schjeldrup) a proporcionar múltiplas situações na área, todas desperdiçadas. Ah, já me esquecia: e um penalti falhado por um jogador descrente (Pavlidis) a prec...

VARiações em C+ (por José Manuel Azevedo)

VARiações em C+ 1.       Começo por fazer alguns disclaimers : a.       Sou daqueles que pensa que, por erro humano admissível ou incompetência (aqui não entram erros de forma “deliberada” porque nem os concebo embora tenha de admitir que possam existir), os VAR tanto beneficiam como prejudicam uns e outros clubes, ou, como diz um amigo, todos terão razão de queixa sobre decisões tomadas pelos assistentes dos árbitros que usam a tecnologia de vídeo para os apoiar; b.       Não sou dos que me permito comentar sobre temas que desconheço sem que antes me tente informar; ainda ontem ouvi um “comentador” de um canal de um clube concorrente afirmar algo do género “não percebo nada disto, mas...”, estando à vontade para afirmar que isso também se passa na BTV, em que o mesmo indivíduo comenta uma série de modalidades amadoras (!) e uma vez até ouvi outro gritar “Golo!” quando, numa jogada de voleibol, um dos nosso...

Pior do que "azia"...

Pior do que “azia”…   Comecemos pelo princípio e sem rodeios: perdemos infantilmente mais 2 pontos contra o Casa Pia em Rio Maior depois de termos conseguido angariar uma vantagem, apenas e só por falta de categoria, contra uma equipa da segunda metade da tabela, tal como já nos tinha acontecido em 3 outros jogos na Luz (Santa Clara, Rio Ave e o mesmo Casa Pia que assim nos rouba inacreditavelmente 4 pontos no campeonato – 7, se somarmos a derrota do ano passado).  Durante meses fui dos poucos que acreditei piamente que conseguiríamos chegar a Alvalade a 3 pontos, no jogo que poderia definir o 2º lugar, a disputar a 19 abril. Hoje, confrontado com a realidade de depender de terceiros, ou seja, esperar que uma qualquer equipa que roube pontos ao Sporting, é situação que qualquer benfiquista de tempos antanhos como eu não concebe admitir. Vão 9 empates, é demasiado empate para nos queixarmos de arbitragens, tantas e tamanhas as culpas próprias.  O plantel tem carência...

O Benfica necessita recuperar os dividendos da estabilidade (por Nuno Paiva Brandão)

O BENFICA NECESSITA RECUPERAR OS DIVIDENDOS DA ESTABILIDADE Se analisarmos as últimas 16 Ligas nacionais, compreendidas entre 2009/10 e 2024/25, e as  separarmos em dois períodos distintos, encontramos perfis totalmente diversos. Entre  2009/10 e 2018/19 (10 campeonatos), a Liga foi um duopólio Benfica/FCP, em que o  Benfica dominou com 6 triunfos e o FCP foi a força desafiadora com 4 vitórias. Já entre 2019/20 e 2024/25 (6 ligas), assistimos a uma arquitetura tripolar, em que o SCP dominou com 3 triunfos, seguido do FCP com duas vitórias e do Benfica apenas com uma, em 2022/23. Consistentemente com a performance global nestes dois períodos, os indicadores médios de  produtividade da equipa do Benfica baixaram significativamente do primeiro para o segundo período: -5,4% de golos marcados, +10% de golos sofridos e -12,4% na diferença entre golos marcados e sofridos. Para percebermos os efeitos da estabilidade, observemos o que se passou com os principais  g...

Pensemos noutras coisas, por exemplo na Rádio Benfica

  Pensemos noutras coisas, por exemplo na Rádio Benfica As pausas para jogos das Seleções têm vantagens e desvantagens para todos os clubes, mesmo para os que não cedem qualquer jogador. De uma forma simplista, diria que, do lado positivo, permite a recuperação de jogadores lesionados ou com excesso de jogos e, para aquelas que não cedem jogadores é indiscutível que podem aproveitar estes períodos para afinar treinos de conjunto, sem a pressão de jogos que custam pontos. Do lado negativo, eu até diria que são apenas para os clubes que cedem jogadores, perdem-se muitos dias de treino quantas vezes com consequências pontuais, já sem falar que imagino os treinadores e responsáveis destas equipas a andarem a aceder velinhas para não terem surpresas desagradáveis quando os jogadores regressarem da Seleção (como exemplo, relembremos o que sucedeu com Lukebakio que partiu um pé ao serviço da Bélgica, em novembro passado). Para mim, que escrevo por puro prazer essencialmente sobre...

Em maio, quem estará melhor posicionado para o futuro? (por Nuno Paiva Brandão)

EM MAIO, QUEM ESTARÁ MELHOR POSICIONADO PARA O FUTURO? A recente celebração do 122º aniversário do Sport Lisboa e Benfica, com uma "história construída por gerações que sempre lutaram pela grandeza" (discurso de Rui Costa), fez-me conjeturar sobre a geometria variável na perceção da grandeza do clube, entre adeptos de diferentes gerações. Entre 1959/60 e 1969/70, o Benfica venceu 8 de 10 campeonatos, foi bicampeão europeu e partilhou com o Real Madrid o estatuto de equipa dominante na Europa. Se ampliarmos o período até 1978/79 (20 épocas), o Benfica conquistou 14 campeonatos, face a 4 ganhos pelo SCP e apenas 2 pelo FCP. Assim, as gerações nascidas no início dos anos 50 e nos anos anteriores, tiveram o privilégio de viver estes feitos extraordinários e serão, provavelmente, as que melhor podem percecionar a grandeza alcançada pelo clube. Contudo, deixando rolar o tempo, a percepção das gerações subsequentes, estará marcada por pautas distintas: entre 1979/80 e 1998/99, o...

Este Benfica não nos anima…

  Este Benfica não nos anima… Mais um jogo do campeonato, mais 3 pontos, com um 3-0 que nos deveria, pela frieza dos números contra um Guimarães teoricamente difícil, deixar bem animados. Mas infelizmente, as redes sociais não mentem, perpassando uma sensação de descrença que se radica numa pobreza exibicional que intranquiliza o mais calmo dos adeptos. Do fim para o princípio, o objetivo imediato foi cumprido, principalmente graças a um Rios sempre generoso “a morder as canelas” (no bom sentido) aos adversários na busca da bola e que após 2 roubos a adversários incautos, soube demonstrar que o seu futebol se baseia nos princípios do coletivo ao oferecer a Prestianni e Pavlidis, a oportunidade de concretizarem. Com 2-0, dantes havia convicção de que “estava ganho”, hoje anseia-se pelo 3-0 para se respirar melhor. Este futebol do Benfica está órfão de um pensador de jogo, um daqueles que imponha ritmos, acelere ou trave consoante o jogo pede. Rios poderia ser esse tal, mas...