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Mensagens

Hino ao futebol, ao desportivismo e à amizade (por José Manuel Azevedo)

  Hino ao futebol, ao desportivismo e à amizade 1. Muito já se escreveu, tanto na comunicação social como neste blog benfiquista (de um amigo de há décadas), sobre a épica vitória de Quarta-feira sobre o todo poderoso Real Madrid, detentor de 15 títulos de campeão europeu, o primeiro dos quais na longínqua época de 1955/1956, em que a competição se designava por Taça dos Campeões Europeus. Modelo simples era então adoptado: sorteio entre 16 equipas – apenas as vencedoras dos respectivos campeonatos nacionais – com eliminatórias a duas mãos, com excepção da final, disputada em campo neutro, no caso no Parc des Princes, em Paris. Muita coisa mudou nestes 70 anos - como sabemos, a competição passou a ser disputada por bastante maior número de equipas, não só as campeãs de cada país representado (Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália apuram 4 equipas com entrada directa, para dar um exemplo) isto por uma variedade de motivos, alguns puramente desportivos, mas de que os mais relevantes...

Montanha russa de emoções…

Montanha russa de emoções… (Nota: Crónica escrita a 2 tempos) Antes do Real Madrid, bem que precisávamos de tranquilidade. O calendário ditava na Luz um Estrela da Amadora que, na primeira volta jogada na Reboleira, tinha apresentado inesperadas dificuldades. A vitória tinha sido a ferros e essa lembrança ficou. Mas naquele domingo a equipa que apresentou pela frente era outra, bem diferente, a começar por um  Sidny  que trocou de camisola e foi determinante na vitória por 4-0. Mourinho, antecipando fragilidades que o Estrela tinha demonstrado contra o Estoril na semana anterior (0-5) e pensando no jogo contra um Real Madrid na Champions onde nem a nossa vitória pode chegar para o apuramento, decidiu dar descanso a prováveis titulares e oportunidades a jovens formados no Seixal. Um a titular ( Benjaqui ) poupando  Dedic , outros no banco (Prioste,  Anisio  e o guarda-redes  Voitinovicius ) a entrar se o jogo se proporcionasse, como realmente se proporcionou...

Nenhuma dúvida: foi mesmo épico!

  Nenhuma dúvida: foi mesmo épico! Todos o dizem em uníssono, esta noite de Champions contra o Real Madrid (RM) foi, literalmente, épica! Repetir isto mil vezes não chega para reproduzir a sensação que todos nós, benfiquistas, sentimos ao sair do Estádio da Luz ainda sob o efeito Trubin, esse tal grandão (Mou dixit) que ontem marcou um golo que seguramente um dia irá contar aos netos e pelo qual, tenho a certeza, toda a vida será do Benfica. Durantes as largas semanas que antecederam este jogo, talvez desde a jornada 4 da Champions quando tínhamos 4 derrotas, fui dos poucos que acreditei na possibilidade do apuramento para o play-off, conforme os meus amigos e conhecidos o podem testemunhar. Suportado na fé benfiquista, alicerçado na convicção da melhoria evidente da qualidade do jogo do conjunto, sob a mão de Mou. Confesso, no entanto, que esta semana desanimei, quando soube a quantidade de coincidências que se tinham de reunir para chegarmos ao apuramento – desejando ardentem...

Desilusão, sem grandes ilusões...

Desilusão, sem grandes ilusões… 1. Horas antes, num almoço com o meu neto mais velho, este perguntava-me qual o resultado que eu esperava em Turim. Sorri, antes de lhe dizer que esperava tudo, até uma vitória do Benfica – ou seja, vaticinava uma tripla no Totobola. A equipa que Mou apresentou foi quase a que eu esperava em que arriscaria Ivanovic no lugar de Pavlidis, não só para dar descanso a este, mas para dar profundidade ao ataque que tinha de fazer transições rápidas perante um defesa italiana, bem treinada agora por Spalletti. Se, a nível interno esta equipa com demasiados titulares lesionados (Lukebakio, Rios, Bah) e outros em recuperação (Barrenechea, Manu, Bruma) pode chegar para a maioria dos jogos, a nível internacional a coisa muda de figura e daí os meus receios, mesmo assim acreditando, por pura fé benfiquista, que até poderíamos ganhar. Jogou-se o jogo, sobrou arreganho e pertinácia, mas falemos claro - faltou a classe que os jogos das Champions exigem. O penalti ...

Os novos espelhos de feira (por Nuno Paiva Brandão)

Os novos espelhos de feira Os canais de subscrição de índole generalista, têm atribuído um número insólito de horas ao futebol. Programas diários longos como “Mercado”, “Liga d'Ouro”, “Record na Hora”, “Mercado Aberto”, “Mais Transferências” e “Em Jogo”, absorvem horas a fio de transmissão televisiva. Têm um foco muito particular numa classificação. Mas não é a que reclamam comentar, a Liga Portuguesa, mas sim uma outra classificação oculta, o ranking das quotas de audiência. Assim, num intervalo estreito de percentagem de audiência, encontram-se a líder CMTV, a Sic Noticias, a CNN Portugal e o Now, acotovelando-se entre eles, numa luta de todos contra todos, em situação de tendencial equilíbrio. Num mercado tão competitivo, o tema do futebol, com a sua vastíssima audiência - um Moreirense-Benfica tem uma audiência 3,6 vezes maior que o debate com todos os candidatos presidenciais - e o seu elevado impacto emocional, é um território de combate apetecível para estas entidades....

Ai, Pavlidis...

  A i, Pavlidis… 1. O Benfica carregava, eu olhava para a televisão, crente que ainda era possível o empate. Pelo minuto 90, levantei-me e de imediato regressei ao sofá, incrédulo com a perdida de Pavlidis, o mesmo que tantas vezes nos tem salvo e que ainda deve estar a pensar como terá sido possível falhar um golo “cantado” daqueles à beira da baliza, sem ninguém na frente, após passe soberbo do proscrito Scheldrup. O futebol tem destes momentos, que mudam tudo quando dão golo e originam euforias ou deixam soçobrados, quando falhados, todos aqueles que vibram pelas cores. As críticas que eram mordazes tornam-se elogiosas ou carregam ainda mais a negritude da ocasião. Fosse golo e era provável haver prolongamento, comigo convicto que o Benfica estava fisicamente bem melhor do que o FC Porto. Não foi e o jogo acaba com uma eliminação injusta a incrementar as críticas fundadas numa época que deixa imenso a desejar (até agora). Os dias que antecederam o jogo no Dragão foram muit...

Sobressaltar o futebol português (por Nuno Paiva Brandão)

SOBRESSALTAR O FUTEBOL PORTUGUÊS  Estranha condição a do futebol português, em que os goleadores Pavlidis, Suarez e Samu, são menos debatidos que árbitros como Tiago Martins (VAR), João Gonçalves, João Pinheiro e Rui Silva (VAR). Os recentes e funestos episódios de arbitragem nos Açores e em Braga, representam apenas uma aceleração de uma tendência pesada. Temos assistido à desconstrução das normas de equidade nas competições de futebol profissional em Portugal.  Em consequência, as desejáveis hierarquias classificativas baseadas no mérito, no talento e no esforço, desintegram-se, sendo substituídas por classificações influenciadas por arbitragens que interferem nos desfechos dos jogos. Ora, a diluição da fronteira entre uma competição justa e uma concorrência enviesada, tem efeitos dramáticos no prestigio de um campeonato e afeta os interesses vitais, desportivos e financeiros, de um clube histórico como o Benfica. Quem assista a jogos da Premier League, verificará qu...