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A mostrar mensagens de 2026

Um UNUM que pode desunir

Um UNUM que pode desunir Quando se pensava que tudo estava numa calmaria profunda entre os benfiquistas confiantes em Marco Silva e com as atenções viradas para a Seleção, eis senão quando 33 personalidades a quem a comunicação social apelidou de “notáveis” e onde pontificam figuras gradas como um dos míticos de sempre - António Simões, antigos candidatos – Francisco Benitez e Manuel Santos Vítor, um putativo candidato – Mauro Xavier, um do melhores diretores de comunicação que o Benfica jamais teve, senão   o melhor – João Gabriel, um antigo dirigente saído da lista de Rui Costa – Luís Mendes, figuras da política – Adalberto Santos Fernandes, Carlos Lobo, José Eduardo Martins, entre outros, decidiram unir-se para, alegadamente, “refletir” o Clube. Estando as eleições agendadas apenas para daqui a 3 anos, eu, como benfiquista, pergunto-me o que terá motivado estes 33 designados “notáveis” para terem montado justamente agora este Grupo de reflexão que mais parece um “albergue es...

A síndrome do espelho: como a grandeza do Benfica perturba líderes complexados (por Nuno Paiva Brandão)

A SÍNDROME DO ESPELHO: COMO A GRANDEZA DO BENFICA PERTURBA LIDERES COMPLEXADOS O futebol português está atualmente em 6o lugar no ranking da UEFA, sendo o principal "challenger" dos chamados "Big 5" (Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha e França).  Com uma posição tão privilegiada, o interesse comum dos clubes portugueses e das instituições que enquadram o futebol, deveria residir no aumento da competitividade interna, de forma a que clubes e seleção nacional possam ascender nos rankings e obter as contrapartidas financeiras desse progresso. Assim se construiria um círculo virtuoso, uma cadeia de eventos positivos, em que cada êxito dos clubes e da seleção seria causador de êxitos subsequentes, gerando uma dinâmica autossustentável. Infelizmente, entre as figuras de topo do futebol português, a propensão para a divisão revelada pelo Presidente do FCP, André Villas-Boas (AVB), e o seu prosseguimento de uma agenda condicionada e interesseira, vão em sentido opo...

Re(a)pito dourado (por Nuno Paiva Brandão)

RE(A)PITO DOURADO Segundo um intelectual revolucionário do século XIX, " a história repete-se, a primeira vez como tragédia, depois como farsa". Passados 175 anos, esta frase parece reflectir com precisão, os acontecimentos no futebol português neste século. Depois do escandaloso Apito Dourado, de tão limitadas consequências face às ações então perpetradas, temos agora esta repetição, com o último ponto focal no Estádio do Dragão, no passado dia 20. As inúmeras decisões arbitrais equivocadas, já amplamente descritas e comentadas por diversos especialistas, constituíram um substancial acervo de absurdos (ex. o cartão amarelo a um ensanguentado Prestianni por reclamar da violência sofrida) e situações caricatas (ex. o cartão amarelo, em vez do óbvio cartão vermelho, a Gabri Veiga, após um pisão brutal e prolongado a Bah). No total, 8 situações caricaturais configuraram esta farsa. Em artigo anterior, inventariei um conjunto de decisões arbitrais que, sucessivamente, havia...

Houve mesmo coisas muito estranhas no Dragão…

Houve mesmo coisas muito estranhas no Dragão… No final do jogo, Marco Silva disse tudo - aqui (no FC Porto) condicionam-se os árbitros antes e durante os jogos (e até depois, acrescento eu). Não poderia ter mais razão. Farioli bem afirmou durante semanas que nos jogos do FC Porto houve sempre “coisas estranhas” e não se referia obviamente aos benefícios usufruídos e já aqui apontados neste blog por Nuno Paiva Brandão. Esta semeadura deu bons frutos ontem… Eu também aqui manifestei neste blog estranheza pela nomeação de Miguel Nogueira e do VAR Luis Ferreira, arguindo existirem bem melhores opções. Infelizmente fui premonitório. Apenas para memória futura, pergunto: (1) aos 5’ a entrada destemperada de Veiga ao tornozelo de Bah não era vermelho? O VAR ainda tomava café ? (2) Prestianni fica a sangrar aos 33’ e é ele que vê amarelo por protestar? (3) pelos 45’ a “fragatada” de William a Prestianni não era amarelo? (4) aos 93’ Samu não dá um murro nas costas de Bah? Novamente o VAR es...

No Dragão? Para ganhar!

  No Dragão? Para ganhar! Estamos em vésperas de um FC Porto x Benfica e há uns anos que, entre os adeptos benfiquistas, não se respirava um otimismo tão confiante… a exibição em Milão com uns 9 “não titulares” a seguir a uma vitória muito sofrida contra um Gil Vicente com os tais 11 titulares, deixaram a larga maioria de adeptos super confiantes sobre a possibilidade de uma vitória no Dragão. Pessoalmente, esta afirmação de personalidade em Milão com um 11 altamente batalhador e onde em todos os poros transpirava pundonor e classe, creio que veio trazer múltiplas questões (mas não sei se boas pelas dúvidas que forçosamente suscitam) ao treinador Marco Silva (MS). Afirmou a imprescindibildade de Palhinha, a convicção de que Aursnes tem que jogar, mas a partir daqui só a certeza de que existem muitas e boas soluções neste plantel. Trubin (este) é certeza, Banjaqui tem subido a olhos vistos, Circati é alternativa obrigatória contra um FC Porto perito em bolas paradas, El Karouan...

Com Marco Silva voltamos a jogar à Benfica!

COM MARCO SILVA VOLTAMOS A JOGAR À BENFICA! Nos grandes duelos entre equipas de topo, os treinadores assumem cada vez mais um papel central. No início da década passada, na Liga espanhola, o embate Madrid-Barça definia-se tanto pelo repto CR7-Messi, como pelo enfrentamento conceptual e de personalidades entre Mourinho e Guardiola.  Atualmente, no futebol nacional, a rivalidade Benfica-FC Porto (FCP), evidencia também um contraste entre a forma como os seus técnicos fazem a leitura dos jogos e avaliam as performances das suas equipas. A esse respeito, o início da Liga dos Campeões, trouxe-nos um instrutivo FCP x M. City. O resultado de 0-2 não pareceu anómalo face às forças em presença e refletiu as estatísticas chave do jogo:                                 FCP                                  ...

Este Benfica legitima todas as esperanças…

Este Benfica legitima todas as esperanças… Mais 2 jogos, mais 2 vitórias das que nos fazem sonhar. Se no Marítimo (0-3) talvez o resultado até tenha sido melhor do que a exibição (aquele início da 2ª parte deixou-nos apreensivos na altura), ontem, em Moreira de Cónegos (0-4), quando o jogo terminou ficámos literalmente com pena de não ter durado mais uns (largos) minutos, tal a qualidade exibicional que nos foi proporcionada durante a maior parte do jogo. Se no Marítimo a qualidade do nosso futebol também foi altamente prejudicada por um campo que deveria estar interdito para jogos de divisões profissionais, ontem, nem o mau estado do relvado impediu o brilhantismo da nossa exibição. Ficámos a sonhar, isso é indiscutível. Depois do jogo contra o Gil Vicente (que no ano passado vencemos por muita sorte e de forma até imerecida) em que legitimamente esperamos a confirmação das recentes exibições e uma vitória indiscutível, espera-nos a verdadeira “prova dos nove” ao defrontarmos o Mi...

O obituário competitivo da Liga e o arranque do Benfica (por Nuno Paiva Brandão)

O obituário competitivo da Liga e o arranque do Benfica (por Nuno Paiva Brandão ) Neste final de agosto, assisti a dois jogos de futebol: Real Madrid-Málaga e Benfica-Estoril. A mesma modalidade, dois jogos com um perfil oposto. No desafio da La Liga, a equipa mais débil - o neoprimodivisionário e histórico Málaga - jogou no campo todo, enfrentando o gigante Real Madrid sem receio de competir. No jogo da Luz, o histórico Estoril, comportou-se segundo uma estratégia contrária à do Málaga, acantonamento hiperdefensivo, faltas sucessivas, desdenhadas por um árbitro permissivo, e toda a equipa lutando, à espera de um "milagre". Os factos são teimosos: em posse de bola, 57%-43% no jogo de Madrid, 69%-31%, no desafio na Luz. em remates totais: 19-14, no jogo de Madrid e 23-4, no desafio na Luz. em pontapés de canto: 9-6 no jogo de Madrid versus 9-0, no desafio na Luz. Outra diferença importante: o Málaga utilizou 15 (!) jogadores espanhóis de um total de 16 e o Estoril fez particip...

Benfica – as modalidades também estão no nosso ADN!

Benfica – as modalidades também estão no nosso ADN! 1 . Hoje, o destaque do meu texto vai para as modalidades. Quando o Benfica tem um atleta como Fernando Pimenta que acaba de ganhar mais 2 medalhas de ouro na canoagem, totalizando agora 187 medalhas em todas as competições, é forçoso que se dê destaque a um feito notável que honra Portugal. Pimenta será um dos que perdurará na memória dos tempos, tal como Eusébio e CR, Livramento, Adrião, Vaz Guedes, os irmãos Serpa, Agostinho, a dupla rival Nicolau/Trindade, Carlos Lopes e Fernando Mamede, o “nosso” António Leitão, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, Nelson Évora, a dupla ciclista Leitão/Oliveira, Yokochi, Telma Monteiro ou agora Neemias Queta, entre tantos outros que pela grandeza dos seus feitos deixaram de pertencer aos clubes que os lançaram para se tornarem ídolos nacionais. O carinho que o Benfica tem ao longo de décadas dedicado às amadoras tem destes momentos que nos orgulham não só pelo contributo dado à sociedade ao fomenta...

Apuramento conseguido, será que haverá saídas de última hora?

Apuramento conseguido, será que haverá saídas de última hora? Começo a escrever estas linhas ANTES do jogo com o Aahrus que se irá disputar daqui a umas 3 horas. Os últimos dias têm trazido novidades na construção da equipa de futebol e quero regozijar-me pelo que acredito serem duas contratações de muito valor – Circati e Palhinha, ambas para o eixo central, dois jogadores que vêm trazer poder físico e altura a uma equipa que estava permeável na disputa de lances aéreos. Embora tarde, felizmente que ainda vieram em boas horas, até porque o Benfica já luta em 2 frentes: (i) apuramento para a Liga Europa e, (ii) compete na Liga Portuguesa, onde já cedemos um empate contra um generoso Viseu por mais do que evidentes culpas próprias, quer a finalizar quer a defender. Tenho criticado duramente a Direção/Administração pelo que considero ser os inexplicáveis atrasos nas contratações de reforços, cimentada a minha crítica nas promessas do Presidente Rui Costa que vinha falando em múltipla...

Palhinha não deve ser o álibi da Direção (por Nuno Paiva Brandão)

PALHINHA NÃO DEVE SER O ÁLIBI DA DIREÇÃO A reentrada futebolística do Benfica, após as  dececionantes  últimas épocas, concentra a elevada carga emocional resultante do declínio ocorrido nos últimos seis anos.  A recentemente anunciada  contratação de Palhinha, importante para o  equilíbrio  da equipa e um "doping" moral face à concorrência  ( na linguagem NBA, " Sporting! In  your  face!"), não deve servir de álibi para a atuação da estrutura diretiva do clube, neste inicio de época. Analisando friamente, verifica-se que o futebol do Benfica carbura a duas velocidades bem diferentes.   No terreno de jogo, Marco Silva conseguiu que o futebol da equipa melhorasse  rapidamente . Sobretudo, a qualidade do jogo ofensivo progrediu muito, bem como o contributo individual de vários jogadores, nomeadamente os agora muito influentes  Prestianni  e Rafa, sem esquecer o reacender da veia goleadora de um muito motivado  Pavlidis ...
  Pior que a interdição, a forma de indemnização! Comecemos pelo princípio, ou seja, pela interdição de 1 jogo, resultado da utilização (reiterada) de artefactos pirotécnicos pelos nossos adeptos, quais crianças endiabradas que agem por impulso, sem pensar nas consequências.  Sendo os adeptos fundamentais para qualquer Clube ou SAD pela alegria que trazem ao jogo, em tudo tem de haver regras estabelecidas pelas Direções ou Administrações respetivas. Falemos então do Benfica e perguntemo-nos quais são as que esta Administração da SAD impôs, particularmente neste campo. Têm sido tantos os episódios em que irrompem os famosos artefactos pirotécnicos, por vezes até em momentos altamente inconvenientes para a fluidez atacante do Benfica (relembremos que os mesmos entram no Estádio sem o devido controlo) e… jogo interrompido. Que fez a Administração ao longo deste tempo? Em termos práticos, zero.  Parece mais do que evidente que se tivemos o campo interdito a responsabilid...

O empate na esteia é mais do que um sintoma das lacunas do plantel (por Nuno Paiva Brandão)

O EMPATE NA ESTREIA É MAIS DO QUE UM SINTOMA DAS LACUNAS DO PLANTEL Na sequência do dececionante empate com o Académico de Viseu, muitas vozes benfiquistas, com razão, apontaram o dedo às lacunas do plantel do Benfica, que tardam a ser mitigadas ou totalmente corrigidas. Contudo, infelizmente, creio que este desaire inicial na Liga, não é apenas o subproduto de desequilíbrios no plantel, é também e sobretudo, de forma mais ampla, uma inconstância resultante de escolhas fundamentais feitas pela Direção do Benfica nos últimos anos. O êxito recorrente no futebol de alta competição, requer a escolha de um modelo de jogo estável, a seleção dos jogadores adequados a esse modelo e uma consistência nas equipas técnicas que operacionalizam essa visão. A seleção espanhola, atual campeã do mundo, adaptou o mesmo modelo de jogo com  Aragones , com  Del Bosque, com  Luis  Enrique e agora com  Luis  de La  Fuente . Como é lógico, as seleções dos escalões de formação...