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A mostrar mensagens de 2026

Benfica a marinar...

Benfica a marinar… Pode ser legal, mas não é seguramente ético! Este período de 10 dias existente na famosa cláusula contratual com Mourinho, deixou o Benfica literalmente a marinar, ao estilo de “nem o Pai morre, nem a gente almoça”… Mourinho visita o Seixal, Mourinho é anunciado em grandes parangonas na imprensa desportiva em Madrid como o futuro treinador do Real Madrid, Mourinho calado nestes dias e o Benfica à espera de receber o "guito" da cláusula e amarrado literalmente a uma proposta de revisão apresentada há uma semana, sem ter direito a um claro “sim ou sopas” e... tudo dentro da lei! Desculpem, mas não me lixem – ou melhor, não lixem o Benfica, lá porque nos metemos a jeito. Sim, porque desde o dia em que Mourinho, numa magistral jogada de antecipação, se prontificou a renovar ficou com todas “as cartas na mão”. A partir dali o Benfica que não respondeu de imediato, seja porque bulas tiverem sido, ficou a assistir aos jogos do seu treinador, habituado a “mind ...

Essa cláusula, a “cruz” que o Benfica carrega…

Essa cláusula, a “cruz” que o Benfica carrega… E essa cláusula ainda perdura… as eleições foram em finais de outubro passado e uma cláusula colocada de “bona fides” pelo Benfica ainda perdura. Tinha a ver com as eleições, com a possibilidade real de Rui Costa perder as eleições e possibilitar a quem viesse poder rescindir com o treinador, qualquer que fosse a razão. Obviamente que tinha o reverso, ou seja igualmente permitiria a Mourinho rescindir, ou porque sim ou porque não. A dupla Rui Costa/Mourinho ganhou as eleições e naquela Direção/Administração não houve uma alminha que pensasse “e se a gente acabar com cláusula”? A verdade é que nem quando Mourinho em março deu o mote completo e total à renovação, as tais alminhas reagiram, continuando mudas e quedas, quiçá a pensar “outro Schmidt? Não caímos nessa…” O resto, conhecemos todos demasiado bem. Perdemos o timing, perdemos completamente o controlo da situação, ficando Mourinho com todas as cartas do baralho, enquanto atónitos ...

Formar sem governar (por Nuno Paiva Brandão)

FORMAR SEM GOVERNAR Num momento particularmente difícil do futebol do Benfica em que se evidenciaram as lacunas do plantel constituído para a época de 2025/26 e escassamente afinado no mercado de Inverno, vale a pena recordar o inexplicável contraste entre o desaproveitamento dos talentos formados no clube e as dispendiosas contratações falhadas, sobretudo porque temos presente a recorrente dificuldade do Benfica em dar visibilidade de carreira, na equipa principal, aos melhores jovens da formação.  Comecemos por notícias recentes: em abril de 2026, o Record noticia: "Rafael Quintas continua sem renovar com o Benfica devido às dúvidas quanto ao projeto desportivo". Quintas não é um jogador qualquer: há mais de dez anos no clube, é o capitão da geração campeã da Europa e do Mundo, no escalão sub-17. Felizmente, existem notícias contraditórias posteriores, dado que, segundo o Mais Futebol, parece existir um acordo verbal para a continuidade deste jovem talento no clube. Ent...

Agora? Só um milagre...

Agora? Só um milagre…. E pronto… Consumaram-se os piores receios de todos os adeptos benfiquistas! Um empate arrancado a ferros nos últimos segundos do jogo contra o Braga, deixa-nos novamente à mercê de terceiros para atingirmos o objetivo de chegar à Champions. A desilusão foi forte porque sempre se teve a esperança de que iríamos conseguir o “milagre” (como Mourinho o definiu) de chegarmos ao 2º lugar. Perante a arbitragem de Famalicão a acrescer a tantas outras do campeonato que inquinaram a verdade desportiva, compreendemos bem o estado de espírito dos jogadores e treinador na abordagem a este jogo, indiscutivelmente o mais decisivo para atingir o desiderato dos milhões da Champions. Se os nervos estavam à flor da pele, o golo anulado aos 3 minutos por 4 cm (com linhas de frame muito duvidosas) e dois cantos que o árbitro transformou em pontapé de baliza, indiscutivelmente mexeram com o estado de espírito dos jogadores, arreigando a convicção de que o campo estaria inclinado. ...

A bela Benfica SAD e os seus pretendentes

  A bela Benfica SAD e os seus pretendentes  Há dias, ficámos a saber que um acionista do Benfica – José António Santos vendeu a sua posição de 16,38% a um fundo norte-americano ( Entrepreneur   Equity   Partners ) por uma verba a rondar os 45,2 M euros (segundo as notícias publicadas). Durante anos, esta participação esteve nas mãos de um investidor foi um autêntico “ silent   partner ”, dado que os restantes acionistas e Sócios do Clube jamais percecionaram qualquer vantagem para o Clube/SAD dessa participação – desta, a única realidade é que nomeava uma pessoa para o Conselho de Administração.  As notícias corriam há muito referindo o interesse deste acionista em vender e até se supôs que o outro Fundo norte-americano ( Lenore  Sports  Partners ) que detinha 5,24% estivesse interessado em adquirir esta importante “fatia” que lhe possibilitaria deter quase 22% do capital da SAD – já agora, veremos se não sucederá o contrário… caso, entretanto, o...

O futebol nacional e o Benfica na era do desatino (por Nuno Paiva Brandão)

O FUTEBOL NACIONAL E O BENFICA NA ERA DO DESATINO "Dependemos só de nós". Uma das frases mais repetidas no mundo do futebol e, supostamente, a duas jornadas do fim, aplicável à situação do Benfica relativamente à conquista do segundo lugar, nunca se revelou tão enganadora. Ao invés, o que este campeonato veio evidenciar, é que, no reinado da Proençocracia, os resultados são crescentemente marcados pelos desempenhos arbitrais. Pela enésima vez na Liga (como na Taça de Portugal), o recente jogo Famalicão-Benfica ofereceu uma centralidade inédita ao árbitro, posicionando-o como o grande poder na competição. A atuação de Gustavo Correia, já bem conhecido na Luz pela sua infeliz arbitragem do Benfica-Casa Pia, veio alterar o sentido do jogo e, consequentemente, a definição de um resultado, produzindo um caos arbitral cujos erros estão detalhadamente descritos, por exemplo, na análise de Pedro Henriques no jornal A Bola. Nesta festa que o árbitro ofereceu a si próprio, erguendo...

E Pluribus Unum

E Puribus Unum Passou o jogo em Famalicão e continuamos a depender de nós próprios para segurar o 2 lugar. Dito isto, recordo as palavras de Mourinho ao dizer numa muito curta declaração no final que “este jogo foi a amostragem de toda uma época, mas vamos dar tudo para conseguir o milagre do 2 lugar”. Sábias palavras! De facto, este jogo foi (em muito) o espelho da época no que aos erros, nossos e de arbitragem, diz respeito. Mas não foi apenas isso, porque realizámos provavelmente a melhor 1a parte da época. Uma exibição segura, compacta, poderíamos ter saído ao intervalo com o jogo mais do que ganho, mas assim não foi. Nem o árbitro nem o VAR viram um pênalti daqueles em que ficamos estupefactos quando a cegueira se torna incompreensível e se confunde com total incompetência, sempre altamente dolorosa para o prejudicado, para não falar na parcimónia da amostragem de amarelos particularmente a um jogador do Famalicão que nunca teria chegado ao intervalo se as regras do jogo fossem ap...
A novela Mourinho De repente, o Benfica vê-se envolvido numa telenovela de mau gosto, à volta da continuidade de Mourinho, única e exclusivamente por culpas próprias, em particular do seu Presidente Rui Costa que não salvaguardou atempadamente a continuidade do treinador para a próxima época. Quiçá por razões que se prendem com a renovação precoce de Schmidt por valores completamente absurdos, Rui Costa desta vez “encolheu-se” confiado no contrato existente até final de 2027, acreditando que a cláusula de rescisão que foi incluída por razões éticas, tendo em consideração as eleições que se avizinhavam, nunca seria para ser exercida, dado o resultado eleitoral. Por isto ou por aquilo, a verdade é que estamos em finais de abril de 2026, a cláusula aí está podendo servir sempre para todo e qualquer objetivo de rescisão e dando azo a especulações diárias, alimentadas por uma imprensa ávida de notícias e qualquer ida de Mourinho para o Real Madrid serve às mil maravilhas para fazer prim...

Entre um “hexa” e um 3o lugar

  Entre um “hexa” e um 3o lugar 1. Caramba, as meninas merecem! Hexampeãs nacionais, é marca histórica no futebol feminino. Todas as loas ao treinador, Ivan Batista (e sua equipa técnica), ao plantel liderado por Pauleta (Paula Encinas) e a toda a estrutura diretiva que tão bem tem trabalhado ao longo dos anos. Uma palavra muito especial a Filipa Patão, hoje no Boston Legacy, porque o “hexa” tem 5 que são muito dela… 2. No futebol masculino, temos muito mais do que um “hexa”, porque em títulos vão 38, dos quais um “tetra” e alguns “tri”. Este ano é que nem por isso, porque temos 9 (!) empates. Mas ontem, saímos de “barriga cheia”, com um resultado (4-1) melhor do que a exibição, apenas e só porque concretizámos o que construímos. Mesmo assim, depois de 1 golo a abrir (Bravo, António!), umas 3 bolas salvas por Trubin, antes de mais uma oferta, desta vez de Dahl, que o adversário não perdoou. Rios de imediato repôs a vantagem, voltando a equipa a uma modorra a que apenas as...

Como os benfiquistas recordarão Rui Costa (por Nuno Paiva Brandão)

COMO OS BENFIQUISTAS RECORDARÃO RUI COSTA A década dourada, compreendida entre 2009/10 e 2018/19, encerrou-se com seis Ligas nacionais conquistadas, uma sólida presença na Europa e com um nível exibicional do agrado da massa adepta. O marco negativo do período, foi falhar um inédito pentacampeonato em 2017/18, fruto de um erro estratégico que levou o Benfica a reduzir os investimentos, justamente quando tinha todas as condições para estabelecer um domínio absoluto no futebol nacional. Mas, globalmente, foi um período formidável para os benfiquistas, gerador de entusiasmo e orgulho pelo clube. Em julho de 2021, Rui Costa venceu umas eleições altamente participadas (mais de 40.000 votantes), com uns esmagadores 84% dos votos. No seu discurso de vitória, destacou "as responsabilidades acrescidas para si e para a sua equipa", e "a ambição e confiança no futuro". E definiu o objetivo geral: "o nosso objetivo é ganhar, ganhar sempre, em todas as competições despo...

Será que foi o 1º dia de uma nova era?

Será que foi o 1º dia da nova era? Sempre acreditei! Quando os meus amigos me questionavam sobre a minha “certeza” de ganhar em Alvalade, eu respondia – com cabecinha e garra, defendendo bem e metendo velocidade nos contra-ataques, a probabilidade de ganhar é muito alta. Dito e feito, ou melhor, a equipa conseguiu fazer exatamente o que preconizei, tal como Mourinho prenunciava quando disse na véspera que, para estes jogos, não é preciso motivar jogadores. E realmente, não foi… Tivemos a estrelinha, é verdade! Uns 2 lances nos postes, um penalti defendido ainda na fase inicial com imenso mérito por Trubin (como por várias vezes já nos habituou), mas também fizemos muito por isso. Defendemos muito e sempre bem, sob a batuta de Aursnes no miolo (grande regresso de um futuro e inquestionável capitão!), raramente demos espaços aos perigosos contra-ataques do Sporting (que tem excelentes jogadores e muito criativos, habituados a criar desequilíbrios nas defesas adversárias), mas (há sem...

A metastização dos erros arbitrais (por Nuno Paiva Brandão)

A METASTIZAÇÃO DOS ERROS ARBITRAIS Neste texto, não pretendo abordar as responsabilidades relativas da arbitragem e das falhas próprias do Benfica, na dececionante classificação atual da equipa na Liga. O meu objetivo, é apenas tratar a recorrente monumentalidade dos erros de arbitragem, que abalam a confiança na neutralidade da mesma e, consequentemente, na integridade das competições nacionais. José Mourinho, sintetizou os problemas com as arbitragens, nas competições da época em curso, com o exemplo dos três jogos disputados entre o Santa Clara e o SCP dizendo: "focando-me só - e tão só - para não ir mais longe, em três jogos com o Santa Clara... está tudo aí". Matematicamente, a probabilidade de uma moeda sem defeito, ser lançada ao ar e cair consecutivamente por três vezes sobre a mesma face, é de apenas 12,5%. Mas, para infortúnio do Santa Clara e dos rivais do SCP e para benefício deste, nos três confrontos entre as duas equipas, a moeda caiu sempre com a face SC...

Nacional para animar (ou nem tanto), Sporting para ganhar

Nacional para animar (ou nem tanto), Sporting para ganhar! Nas bancadas sorria-se aos 15’ – um miúdo ao meu lado que provavelmente ia pela 1ª vez ao Estádio da Luz, sorria de felicidade com 2-0, esperando, tal como todos nós, uma  ampla vitória, talvez até uma goleada das antigas… Ao intervalo já não sorria tanto e, no final, estava contente por ter ganho, mas até ele estava descoroçoado. A uma exibição que muito prometia, seguiram-se fogachos de futebol, ante um muito fraco Nacional que apenas na 2ª parte deu um ar da sua graça e até marcou um golito que foi anulado – o tal que todos começávamos a t(r)emer que pudesse acontecer, com tantas memórias de vantagens perdidas este ano. Pelo meio, um corrupio de oportunidades perdidas, uma após a outra, por isto ou aquilo, um pé a mais ou a menos, agora com alas (Prestianni e Schjeldrup) a proporcionar múltiplas situações na área, todas desperdiçadas. Ah, já me esquecia: e um penalti falhado por um jogador descrente (Pavlidis) a prec...

VARiações em C+ (por José Manuel Azevedo)

VARiações em C+ 1.       Começo por fazer alguns disclaimers : a.       Sou daqueles que pensa que, por erro humano admissível ou incompetência (aqui não entram erros de forma “deliberada” porque nem os concebo embora tenha de admitir que possam existir), os VAR tanto beneficiam como prejudicam uns e outros clubes, ou, como diz um amigo, todos terão razão de queixa sobre decisões tomadas pelos assistentes dos árbitros que usam a tecnologia de vídeo para os apoiar; b.       Não sou dos que me permito comentar sobre temas que desconheço sem que antes me tente informar; ainda ontem ouvi um “comentador” de um canal de um clube concorrente afirmar algo do género “não percebo nada disto, mas...”, estando à vontade para afirmar que isso também se passa na BTV, em que o mesmo indivíduo comenta uma série de modalidades amadoras (!) e uma vez até ouvi outro gritar “Golo!” quando, numa jogada de voleibol, um dos nosso...