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A mostrar mensagens de 2026

Palhinha não deve ser o álibi da Direção (por Nuno Paiva Brandão)

PALHINHA NÃO DEVE SER O ÁLIBI DA DIREÇÃO A reentrada futebolística do Benfica, após as  dececionantes  últimas épocas, concentra a elevada carga emocional resultante do declínio ocorrido nos últimos seis anos.  A recentemente anunciada  contratação de Palhinha, importante para o  equilíbrio  da equipa e um "doping" moral face à concorrência  ( na linguagem NBA, " Sporting! In  your  face!"), não deve servir de álibi para a atuação da estrutura diretiva do clube, neste inicio de época. Analisando friamente, verifica-se que o futebol do Benfica carbura a duas velocidades bem diferentes.   No terreno de jogo, Marco Silva conseguiu que o futebol da equipa melhorasse  rapidamente . Sobretudo, a qualidade do jogo ofensivo progrediu muito, bem como o contributo individual de vários jogadores, nomeadamente os agora muito influentes  Prestianni  e Rafa, sem esquecer o reacender da veia goleadora de um muito motivado  Pavlidis ...
  Pior que a interdição, a forma de indemnização! Comecemos pelo princípio, ou seja, pela interdição de 1 jogo, resultado da utilização (reiterada) de artefactos pirotécnicos pelos nossos adeptos, quais crianças endiabradas que agem por impulso, sem pensar nas consequências.  Sendo os adeptos fundamentais para qualquer Clube ou SAD pela alegria que trazem ao jogo, em tudo tem de haver regras estabelecidas pelas Direções ou Administrações respetivas. Falemos então do Benfica e perguntemo-nos quais são as que esta Administração da SAD impôs, particularmente neste campo. Têm sido tantos os episódios em que irrompem os famosos artefactos pirotécnicos, por vezes até em momentos altamente inconvenientes para a fluidez atacante do Benfica (relembremos que os mesmos entram no Estádio sem o devido controlo) e… jogo interrompido. Que fez a Administração ao longo deste tempo? Em termos práticos, zero.  Parece mais do que evidente que se tivemos o campo interdito a responsabilid...

O empate na esteia é mais do que um sintoma das lacunas do plantel (por Nuno Paiva Brandão)

O EMPATE NA ESTREIA É MAIS DO QUE UM SINTOMA DAS LACUNAS DO PLANTEL Na sequência do dececionante empate com o Académico de Viseu, muitas vozes benfiquistas, com razão, apontaram o dedo às lacunas do plantel do Benfica, que tardam a ser mitigadas ou totalmente corrigidas. Contudo, infelizmente, creio que este desaire inicial na Liga, não é apenas o subproduto de desequilíbrios no plantel, é também e sobretudo, de forma mais ampla, uma inconstância resultante de escolhas fundamentais feitas pela Direção do Benfica nos últimos anos. O êxito recorrente no futebol de alta competição, requer a escolha de um modelo de jogo estável, a seleção dos jogadores adequados a esse modelo e uma consistência nas equipas técnicas que operacionalizam essa visão. A seleção espanhola, atual campeã do mundo, adaptou o mesmo modelo de jogo com  Aragones , com  Del Bosque, com  Luis  Enrique e agora com  Luis  de La  Fuente . Como é lógico, as seleções dos escalões de formação...

Marco Silva não é milagreiro!

  Marco Silva não é milagreiro! Uma semana de altos, médios e baixos… um Hearts “fofinho”, incapaz de contrariar defensivamente um ataque muito criativo do Benfica, levando 6 golos pela fidelidade ao seu modelo britânico de procurar jogar o jogo e, logo a seguir, um Viseu pragmático, aceitando sem rebuço a nossa superioridade, fechadinho lá atrás à boa maneira “tuga”, jamais se desorientando perante a sucessão de oportunidades perdidas (18 ao todo), procurando explorar as debilidades defensivas deste Benfica que há muito são conhecidas e… levou 1 ponto! Durante o intervalo deste jogo, perante tantas e tão flagrantes oportunidades perdidas, já muitos dos meus amigos agoiravam o resultado, relembrando os empates concedidos na Luz em 25/26. Outros, diziam-me, com notória amargura na voz, que “com este miolo e estes centrais, nem 2 de avanço nos dão tranquilidade”. O resultado final (2-2) aí está, a dar razão factual a quem preconizava o descalabro defensivo, de que Marco Silva se quei...

St. Gallen não deu "galo"!

St. Gallen não deu “galo”! Tal como eu previa, o nosso Benfica ultrapassou o St. Gallen, com maior ou menor dificuldade. Uma primeira parte a confirmar múltiplos problemas na equipa, sobretudo quando procurávamos sair com a bola da zona defensiva em transições a carecerem de urgentes melhorias face a marcações apertadas, uma defesa que teve alguns sobressaltos com um Baldé endiabrado a moer o juízo a Bah, um Trubin a alternar o bom com momentos de insegurança preocupante, um miolo que não conseguia segurar o jogo, enredado nas marcações individuais e apenas quando metemos alguma velocidade na superior técnica dos nossos jogadores conseguimos um golo e até poderíamos ter feito mais. A 2ª parte trouxe ao de cima a superior categoria do nosso coletivo, e quiçá por Marco Silva ter exigido maior velocidade, o difícil tornou-se fácil. A entrada dos mundialistas veio acabar com um St. Gallen já destroçado e incapaz de responder. Foram 5, poderiam ter sido mais, mas os Suíços também tiveram ...

O futebol tem de levar uma grande volta!

O futebol tem de levar uma grande volta! Nas vésperas do jogo em St. Gallen, Rui Costa lembrou-se de fazer uma intervenção verdadeiramente premonitória sobre o descalabro que foi a exibição neste jogo contra uma equipa voluntariosa, mas claramente de uma terceira divisão europeia. Imaginem que reconheceu, candidamente, que a equipa do Benfica irá sofrer significativas mudanças nas semanas mais próximas, por estas ou outras palavras. Assim, de uma penada, passou guia de marcha a uns quantos que iam jogar, para além de confessar publicamente que o planeamento da pré-época foi inexistente ou quase. Pessoalmente, depois do que vi nestes jogos de pré-época, culminando nesta derrota tão achincalhante quanto merecida, eu classificaria mesmo o Departamento de Futebol como um autêntico desastre. As poucas aquisições que ousou fazer pouco ou nada demonstram, as lacunas no plantel são gritantes, a defesa (com guarda-redes incluído) comete erros de palmatória, o miolo que reconheçamos...

À procura da fórmula vencedora (por Nuno Paiva Brandão)

À PROCURA DA FÓRMULA VENCEDORA Há cerca de 65 anos, o Benfica irrompeu na Europa como uma força revolucionária, derrotando na final da então Taça dos Campeões Europeus o Real Madrid de Di Stéfano e Puskas. Hoje, por uma curiosa coincidência, os dois gigantes ibéricos, separados por 630 km de Península, partilham um objetivo comum: voltar a dominar as respetivas competições nacionais. Para isso, necessitam de superar o rival incumbente, respetivamente o FCP e o FC Barcelona. A segunda interceção neste tópico, advém do facto do RM ter escolhido Mourinho para liderar esse desafio, justamente o treinador que a passividade da Direção do Benfica deixou à mercê do mercado, ao não ter respondido em tempo oportuno à sua intenção de renovação. O futuro evidenciará quem teve razão: se Florentino Pérez por ter agido, se Rui Costa por ter olhado para o lado. Contudo, a sobreposição das situações dos dois clubes, termina nestes elementos de contexto. Para poder voltar a liderar, o RM compreendeu...

Um Benfica sem planeamento

Um Benfica sem planeamento   Quando terminou a final da Taça com a surpreendente vitória do Torreense sobre o Sporting, ficámos com a sentença lida: pré-eliminatórias da Liga Europa a começar a 23 julho, imediatamente a seguir a um Mundial onde teríamos, por certo, muitos jogadores convocados.  Seguiu-se o folhetim Mourinho, com a novela Marco Silva a desenrolar-se ao mesmo tempo, mas o mínimo que se poderia esperar da estrutura altamente profissional (pelo menos ao nível do custo) que rege o futebol do Benfica é que, tudo sopesado, a equipa estivesse estruturada ao recebermos o St. Gallen. Desde aí, estas semanas são o maior exemplo de que, no atual Benfica, se navega à vista. Não me passa pela cabeça de que as lacunas no plantel não estivessem mais do que identificadas, mas a realidade, como vimos ontem, é que andamos a adaptar um Manu Silva a central por falta de alternativas disponíveis - com a ausência no Mundial de T. Araújo e uma mais do que certa (e dizem que há m...

Uma Seleção que desiludiu e um Benfica que preocupa…

Uma Seleção que desiludiu e um Benfica que preocupa… Estamos no Verão, com uns dias canícula terrível e ainda é cedo para falarmos de Benfica (apesar de uns apontamentos que farei no final deste texto). A Seleção claramente dominou as notícias do defeso, mesmo as transferências surgiram como acontecimentos laterais nesta época. Uma Seleção que muito deixou a desejar, na minha opinião e acrescento desde já, muito por culpa de Proença e Martinez, por esta ordem. Depois, também por uns quantos jogadores que  são mais vítimas que réus, porque aqui chegaram com mais de 60 jogos de alta competição nas pernas. Falemos então da Seleção Nacional, começando por referir que sempre a segui com enorme paixão. Em miúdo, sempre que os meus Pais podiam (leia-se “escudos”), todo e qualquer jogo da Seleção, quando disputado em Lisboa, era uma festa coletiva em que participávamos - habitualmente no Estádio Nacional, sendo, pessoalmente, a memória mais marcante o jogo contra o Brasil em que Vicen...

O efeito "gargalo" na Seleção (por Nuno Paiva Brandão)

O EFEITO “GARGALO” NA SELEÇÃO Uma Seleção com um plantel com 4 bicampeões europeus de clubes pelo PSG, dois jogadores titularíssimos no City e com o melhor jogador do ano na melhor Liga do Mundo, a Premier League, entre outros trunfos individuais, não deveria estar ainda em competição? Por inépcia do seu Selecionador, Portugal foi vítima da "teoria do elo mais fraco". Este conceito dita que um sistema empresarial é como uma corrente: o seu poderio total é determinado pelo seu elo mais fraco, o “gargalo” que condiciona o sucesso. Tal como em Produção, numa linha de montagem, em que o ritmo é estabelecido pela máquina ou segmento mais lento, numa equipa de alto desempenho, o poder coletivo é travado pelo elemento menos capaz ou mais desalinhado com o sistema (é fácil agora visualizar o que foram os contra-ataques da Seleção a duas velocidades). O elevado valor médio dos jogadores espanhóis, aferido pelos valores de mercado ou pelos rankings dos seus clubes de origem, é se...

Reflexões em férias

Reflexões em férias  A vida dá imensas voltas… uma frase feita que tantos e tantos pronunciaram, certamente por muitas e ponderosas razões, umas felizes, outras quiçá nem tanto. Lembrei-me dela porque quis o acaso que diversos filhos de meus primos direitos casassem fora de Portugal, dado que as respetivas eram de países tão diversos como a República Checa, Itália, Estados Unidos ou Brasil. E lá fui sempre, fosse onde fosse, pelo enorme prazer de estar presente. O último que se lembrou de me fazer viajar, casou no passado dia 27 de junho na Bulgária e, sendo meu afilhado, obviamente que não poderia falhar esse momento único na vida dele. Ora, o dia 27 de junho foi exatamente o dia escolhido pelos órgãos sociais do Benfica para fazerem 2 assembleias gerais, uma de aprovação do Orçamento (aprovado por 54,57%) e outra, sem quaisquer fins deliberativos - ao arrepio dos propósitos de qualquer Assembleia Geral - para se discutir o momento desportivo do Benfica, em particular do fute...

A Seleção: o elo mais fraco (por Nuno Paiva Brandão)

A Seleção: o elo mais fraco Portugal-1 x RD do Congo-1. E na terça-feira joga-se o Portugal-Uzbequistão... Marx dizia que a história acontece por duas vezes, a primeira como tragédia e a segunda como farsa. A "tragédia" já ocorreu, esperemos evitar a repetição, como farsa. E, no entanto, um auto-entusiasmado Presidente da FPF, vaticinava um Mundial de excelência, com acesso às meias-finais: a passagem à fase seguinte estava assegurada, excepto, como se vê, as vitórias nos jogos a isso conducentes. Neste quadro, o nosso selecionador optou por um plano de jogo que combinava umas doses de sebastianismo no eixo do ataque, com um esquema tático burocrático de passes e passes, em grande parte laterais e para a retaguarda, que evidenciaram uma ambição falida e uma insegurança patológica. Deu prioridade a pesos-pesados do balneário, em vez de se basear na meritocracia. Desejou a paz hierárquica do balneário e, com isso, acentuou clivagens e desunião no grupo, como foi visível...

Nem Portugal nos alegra...

Nem Portugal nos alegra…. 1. Em tempos de defeso e com um Mundial a atrair as atenções das multidões em todo o mundo, Portugal estreou-se a fazer uma triste figura contra a Seleção do RD Congo (FIFA #46). Assim, não surpreende que as notícias sobre o Benfica sejam parcas e, infelizmente, basicamente especulativas sobre aquisições que tardam em se confirmar. Nos entretantos, Rui Costa finalmente falou, dando uma boa entrevista e, beneficiando de não terem sido feitas perguntas embaraçosas, teve a arte de despachar os jornalistas com mestria. Se espremermos a entrevista, ficámos a saber mesmo muito pouco, nem sequer quando iremos receber os famosos 15 M euros, que eu julgaria essenciais para se libertar Mourinho. Mesmo sem dinheiros, dizem-me existirem papéis assinados e pronto, ficamos todos felizes com Marco Silva sobre quem deposito fortes esperanças. Durante a entrevista, Rui Costa referiu que durante o “intermezzo” que durou o folhetim Mourinho, a estrutura do Benfica esteve a...