Nacional para animar (ou nem tanto), Sporting para ganhar!
Nas bancadas sorria-se aos 15’ – um miúdo ao meu lado que provavelmente ia pela 1ª vez ao Estádio da Luz, sorria de felicidade com 2-0, esperando, tal como todos nós, uma ampla vitória, talvez até uma goleada das antigas… Ao intervalo já não sorria tanto e, no final, estava contente por ter ganho, mas até ele estava descoroçoado.
A uma exibição
que muito prometia, seguiram-se fogachos de futebol, ante um muito fraco
Nacional que apenas na 2ª parte deu um ar da sua graça e até marcou um golito
que foi anulado – o tal que todos começávamos a t(r)emer que pudesse acontecer,
com tantas memórias de vantagens perdidas este ano. Pelo meio, um corrupio de
oportunidades perdidas, uma após a outra, por isto ou aquilo, um pé a mais ou a
menos, agora com alas (Prestianni e Schjeldrup) a proporcionar múltiplas
situações na área, todas desperdiçadas. Ah, já me esquecia: e um penalti falhado
por um jogador descrente (Pavlidis) a precisar, quiçá, de um psicólogo, dos bons…
Na saída, falasse
eu com quem falasse e até foram alguns, todos alinhávamos pela bitola do miúdo:
descoroçoados, contentes pelos 3 pontos, mas com o sentimento de conformismo
pelo 3º lugar como consequência lógica desta época. Com quem falei, apenas eu acreditava
e acredito que vamos ganhar a Alvalade – respondendo os outros um “Deus queira”
que prenuncia crenças divinas como capazes de operar milagres.
Assim estamos,
depois de uma semana virulenta, com muita especulação alimentada pelos mídia
que ferozmente veem no Benfica um filão que sustenta programas ávidos de "share", num matraquear de
suspeições pelo futuro do treinador e indiretamente, ou talvez já diretamente, do
Presidente Rui Costa. Para não falar das certezas de dispensas que alguns iluminados
dão como certas, talvez com base numa qualquer “toupeira” da qual se orgulham
de serem confidentes…
Surpresa? Nenhuma,
quando não se é claro e aponta o futuro, proporcionando o alimentar de rumores
de que até dentro da Direção há quem suspire por Amorim ou qualquer outro, mas
nunca a continuidade de Mourinho. Era tão fácil “matar o borrego” com Rui Costa
a falar e assumir o comando da “nau”, que até dói que haja quem acredite que
este marinar, este torpor em que vivemos, é propício ao que quer que seja,
seguramente nunca a estabilidade…
Venha o Sporting,
o tal jogo em que era suposto chegar a 3 pontos para garantir o almejar do 2º
lugar (sim, ainda falta Famalicão fora e Braga em casa, além de mais outros 2
jogos). Mas o grande Casa Pia, esse baluarte da formação de crianças que também
tem futebol profissional, encarregou-se de nos devolver a uma realidade dolorosa
– a de um 3º lugar a que não quero (queremos!) habituar-me e às frases de
circunstância de que “o Benfica entra sempre para ganhar”, como forçosamente
terá de suceder (e acredito que vá acontecer) em Alvalade.
Manuel Boto –
Sócio nº 2.794