Entre um “hexa” e um 3o lugar
1. Caramba, as meninas merecem! Hexampeãs nacionais, é marca histórica no futebol feminino. Todas as loas ao treinador, Ivan Batista (e sua equipa técnica), ao plantel liderado por Pauleta (Paula Encinas) e a toda a estrutura diretiva que tão bem tem trabalhado ao longo dos anos. Uma palavra muito especial a Filipa Patão, hoje no Boston Legacy, porque o “hexa” tem 5 que são muito dela…
2. No futebol masculino, temos muito mais do que um “hexa”, porque em títulos vão 38, dos quais um “tetra” e alguns “tri”. Este ano é que nem por isso, porque temos 9 (!) empates. Mas ontem, saímos de “barriga cheia”, com um resultado (4-1) melhor do que a exibição, apenas e só porque concretizámos o que construímos.
Mesmo assim, depois de 1 golo a abrir (Bravo, António!), umas 3 bolas salvas por Trubin, antes de mais uma oferta, desta vez de Dahl, que o adversário não perdoou. Rios de imediato repôs a vantagem, voltando a equipa a uma modorra a que apenas as substituições no final, ao devolverem uma garra e um querer a toda a equipa possibilitaram 2 golos de Ivanovic (salvé!), em jogadas bem gizadas, a fazer-nos pensar que poderíamos estar celebrar muito mais. Siga, 3 pontos e esperemos que algures o Sporting nos dê a alegria que este grupo e os indefectíveis adeptos que vão sempre à Luz, faça chuva ou sol, bem merecem.
Uma nota final sobre Lukebakio. Este jovem, internacional pela Bélgica, devia pensar que Portugal seria a sua reforma, como tantos estrangeiros que aqui vêm aproveitar este belo tempo. Teve (duplo) azar. Contratado por Lage, afinal levou com Mourinho, que os topa a léguas. Para cúmulo, teve a infelicidade de uma lesão bem chata que o deixou uns 2 meses no estaleiro, período muito bem aproveitado por Prestianni para crescer. O seu amuo seria compreensível se fizesse auto-crítica. Assim, Mourinho teve que lhe explicar as contas do seu rosário.
Apontamentos
A. O caso Prestianni foi encerrado pela UEFA da pior maneira possível. Baseados exclusivamente nas declarações do réu que afirmou ter chamado “maricon” a Vinicius (claramente em resposta a provocações soezes deste), ficou o nosso jogador com um castigo de 6 jogos, por declarações que uns burocratas de gabinete que jamais devem ter pisado um campo de bola quanto de futebol consideraram como “homofóbicas”. Se o ridículo pagasse impostos, a taxa a aplicar seria certamente a mais alta do Mundo!
Onde se joga qualquer desporto, amador ou federado, os insultos entre jogadores fazem parte do folclore e, em 99.99% dos casos, “o que se passa no campo, fica no campo”. Era assim nos distritais de andebol por onde andei largos anos, é e será assim, em todo e qualquer campo, seja andebol, futebol, basquetebol, hóquei ou o que quiserem, também chinquilho. Os 0,01% remanescentes resultam de indivíduos conflituosos, por vezes até craques, que se julgam ungidos para armar “caldeiradas” como sucedeu com Vinicius, um provocador sistemático que deveria ter mais respeito pelos colegas de profissão, sejam toscos ou craques, já para não falar pela camisola que enverga - a do Real Madrid, um clube que merece muito mais do estas cenas de telenovela e medíocre.
O curioso de tudo isto é que o Prestianni é punido por confessar o que chamou - “maricon” - mas nada acontece a Vinicius ou Mbapée que alegam ter ouvido “mono” - hoje em dia, conotadamente racista e não apenas meramente rasca. Ficam como mentirosos, impunes perante a UEFA, uma entidade regulatória que se deveria primeiramente regular a si mesma, antes de regular o desporto que principescamente paga a tantos “cândidos” burocratas que por ali andam a tentar justificar o que ganham, com decisões que justificariam o seu despedimento.
B) uma breve nota sobre o “Saco Azul” - processo que terminou (desconheço se o Ministério Público irá recorre) acabando ao fim de quase 10 anos por ilibar todos os administradores e a Benfica SAD, seja lá porque bulas. Ficámos felizes pelo Benfica, mas sobre isto apenas uma única palavra: que processos jurídicos destes nunca mais se repitam!
Manuel Boto (Sócio 2794)