Houve mesmo coisas muito estranhas no Dragão…
No final do jogo, Marco Silva disse tudo - aqui (no FC Porto) condicionam-se os árbitros antes e durante os jogos (e até depois, acrescento eu). Não poderia ter mais razão. Farioli bem afirmou durante semanas que nos jogos do FC Porto houve sempre “coisas estranhas” e não se referia obviamente aos benefícios usufruídos e já aqui apontados neste blog por Nuno Paiva Brandão. Esta semeadura deu bons frutos ontem…
Eu também aqui manifestei neste blog estranheza pela nomeação de Miguel Nogueira e do VAR Luis Ferreira, arguindo existirem bem melhores opções. Infelizmente fui premonitório. Apenas para memória futura, pergunto: (1) aos 5’ a entrada destemperada de Veiga ao tornozelo de Bah não era vermelho? O VAR ainda tomava café ? (2) Prestianni fica a sangrar aos 33’ e é ele que vê amarelo por protestar? (3) pelos 45’ a “fragatada” de William a Prestianni não era amarelo? (4) aos 93’ Samu não dá um murro nas costas de Bah? Novamente o VAR estaria a beber novo café, julgando que o jogo já terminara?
Comecei pela arbitragem, exatamente porque o jogo foi muito determinado pela tal dualidade de critérios que Rui Costa no final referiu, de forma muito cordata, demasiado “soft” até, na minha opinião. Claro que, para explicar as razões desta derrota, a principal mesmo, não esqueço Lenglet, a dar um “calduço” em André Silva que, formatado na escola do FC Porto, de imediato se atirou para o chão a queixar-se da cara (?!), simultaneamente com Farioli (aprendeu rápido) a reclamar o 2 amarelo. Óbvio que Miguel Nogueira lhes fez a vontade… sim, Lenglet - foi inadmissível a um jogador da sua idade e experiência mandar um “calduço” ao Andrézinho, mas já agora, alguém no Benfica fez o trabalho de casa e explicou aos novatos o que é jogar no Dragão, a pressão brutal que é feita sobre arbitragem e jogadores adversários?
Perdemos 1-3, ficámos a 5 pontos à 7a jornada. Não sendo dramático, está muito longe de ser bom. Sei que 11 contra 11 seria claramente um jogo diferente, reconheço que os 15’ iniciais foram excelentes até Farioli retificar o meio campo e reequilibrar o jogo, os golos deles tiveram passividades da nossa defesa a corrigir com urgência, tudo isso aconteceu e o resultado fica demasiado explicado pela inexplicável atitude de Lenglet e pela dualidade de critérios da arbitragem. Mas, também me questiono se MS entrou mesmo com o melhor 11, considerando a pressão do Dragão e a categoria individual, tática e condição física dos jogadores? A resposta segue depois de 10 de outubro, continuando eu firmemente a acreditar no trabalho de MS.
A terminar, fosse eu dirigente e perante tudo o que se passou, defenderia que, no final, só um representante do Benfica falasse à comunicação social, protestando de forma veemente e muito dura perante uma arbitragem que, nas grandes e pequenas decisões do jogo, por norma objetivamente nos prejudicou. Nada de MS nem jogadores que têm de ser contidos nas palavras, para evitar males maiores que nos prejudicassem no futuro. Talvez Mário Branco que vai sendo tempo de se perceber o que ali faz, para não expor Rui Costa que, como se viu, optou por uma forte contenção nas palavras, retirando força aos legítimos protestos. Em suma, o que resta deste confronto que se mostrou claramente desigual, é que se confirma que a arbitragem carece de reestruturação profunda que só se atinge com nova liderança.
PS. A arbitragem, a Federação e a Liga, já agora…
Manuel Boto - Sócio 2.794