Benfica – as modalidades também estão no nosso ADN!
1. Hoje, o destaque do meu texto vai para as
modalidades. Quando o Benfica tem um atleta como Fernando Pimenta que acaba de
ganhar mais 2 medalhas de ouro na canoagem, totalizando agora 187 medalhas em
todas as competições, é forçoso que se dê destaque a um feito notável que honra
Portugal.
Pimenta será um dos que perdurará na memória dos tempos, tal como Eusébio e
CR, Livramento, Adrião, Vaz Guedes, os irmãos Serpa, Agostinho, a dupla rival
Nicolau/Trindade, Carlos Lopes e Fernando Mamede, o “nosso” António Leitão, Rosa
Mota, Fernanda Ribeiro, Nelson Évora, a dupla ciclista Leitão/Oliveira,
Yokochi, Telma Monteiro ou agora Neemias Queta, entre tantos outros que pela
grandeza dos seus feitos deixaram de pertencer aos clubes que os lançaram para
se tornarem ídolos nacionais.
O carinho que o Benfica tem ao longo de décadas dedicado às amadoras tem
destes momentos que nos orgulham não só pelo contributo dado à sociedade ao
fomentar a prática desportiva a milhares de jovens, como a propiciar condições
para o fabrico de campeões nacionais e internacionais. A roda de bicicleta no
nosso símbolo a todas representa e os Sócios e adeptos bem poderiam apoiar com
maior carinho o esforço que (todas) as direções têm feito.
Parabéns,
Fernando Pimenta!
2. Esta Direção decidiu em boa hora lançar um Red
Pass para as modalidades em 2026/27, com o objetivo de atrair e valorizar a
presença dos Sócios nos pavilhões e premiar quem apoia regularmente as nossa
equipas ao longo da época.
A preços acessíveis, podem os Sócios apoiar uma ou 5 modalidades
profissionais, com a curiosidade de, pela sua presença, reaverem o dinheiro
investido que lhes será creditado na carteira virtual. Uma solução interessante
que merece indiscutível aplauso e aqui deixo o meu louvor pela iniciativa.
3. Uma notícia que me entristeceu profundamente e
que apenas há dias tive conhecimento: a ucraniana Viktoriya Borschchenko,
jogadora que no andebol do Benfica se notabilizou pela sua elevada categoria,
teve de terminar precocemente a sua carreira por graves motivos de saúde.
Infelizmente, fiquei a saber que recentemente teve de regressar ao seu país
porque o Benfica que ainda lhe chegou a oferecer num anterior mandato um
vencimento de treinadora aproveitando a qualificação profissional que detinha como
forma de a ajudar na doença (uma verba absolutamente imaterial para a nossa
grandeza) o terá recentemente reduzido e de forma drástica para verbas que, ao
que me dizem, nem um quarto daria para alugar.
A ser verdade a
estória (e quem me contou merece credibilidade), apenas tenho de lamentar profundamente
que o Benfica não tenha para casos excecionais e extremos como este, adotado
medidas excecionais e extremas - estou a recordar o Liverpool, Diogo Jota e o
apoio prometido aos filhos, a demonstrar a grandeza do Clube e dos seus
dirigentes. Será que Tomás Barroso e Rui Costa ainda irão a tempo de corrigir a
situação?
Apontamentos
a) O jogo contra
o Estoril, hoje, é apenas um apontamento. Não pelo mérito do resultado (2-1) ou
da exibição que nem foi entusiasmante (2 golos para 25 remates), mas chegou e
sobrou para merecer até um resultado mais dilatado ante uma equipa que defendeu
bastas vezes com uma linha de 5 quando não de 6 - apenas porque quis dar
destaque a Pimenta e ao trabalho do Benfica na persistência do apoio às
modalidades. Mas seria impossível não referir o golão de Lenglet num extraordinário
remate, daqueles que nos fazem levantar nas bancadas como há muito tempo não víamos
na Luz e a muito prometedora exibição de Palhinha, um 6 daqueles que faz a diferença e a trazer classe a um meio-campo e a uma equipa
que há muito ansiava por um “patrão”.
b) Para quando a
tão prometida renumeração dos Sócios? Era em abril de 2026, vamos em setembro e
continuamos à espera.
Manuel Boto –
Sócio nº 2.794