Nenhuma dúvida: foi mesmo épico!
Todos o dizem em
uníssono, esta noite de Champions contra o Real Madrid (RM) foi, literalmente,
épica! Repetir isto mil vezes não chega para reproduzir a sensação que todos
nós, benfiquistas, sentimos ao sair do Estádio da Luz ainda sob o efeito Trubin,
esse tal grandão (Mou dixit) que ontem marcou um golo que seguramente um dia
irá contar aos netos e pelo qual, tenho a certeza, toda a vida será do Benfica.
Durantes as
largas semanas que antecederam este jogo, talvez desde a jornada 4 da Champions
quando tínhamos 4 derrotas, fui dos poucos que acreditei na possibilidade do
apuramento para o play-off, conforme os meus amigos e conhecidos o podem
testemunhar. Suportado na fé benfiquista, alicerçado na convicção da melhoria
evidente da qualidade do jogo do conjunto, sob a mão de Mou. Confesso, no
entanto, que esta semana desanimei, quando soube a quantidade de coincidências
que se tinham de reunir para chegarmos ao apuramento – desejando ardentemente
que, pelo menos, não saíssemos derrotados, porque dizer com segurança que se
ganha ao RM, só por bravata!
O jogo superou a expectativa
de qualquer benfiquista e, isso, é o menos que se pode dizer de tão excelente
jogo. Como Mbappé reconheceu no final do jogo, o número de oportunidades perdidas
daria para um resultado robusto, tipo 5-1 a favor do Benfica. Ficámos pelos 2-1
ao intervalo e porque houve um penálti nos descontos que muito nos moralizou para
a segunda parte. Esta, foi jogada de uma forma mais equilibrada, diga-se em abono
da justiça, talvez por cansaço de jogadores fundamentais no primeiro tempo que
causaram evidentes desequilíbrios na defesa do RM.
Impossível terminar
sem referir que o principal obreiro deste triunfo foi Mou, absolutamente
brilhante como soube “desmontar” o RM. Uma joga destas não pode ser acaso. Resulta
de muito trabalho de laboratório, imenso estudo nos bastidores do jogo, muito
treino que possibilitou criar um número de oportunidades absolutamente inaudito
(esmagadoramente desperdiçadas a descoroçoar Mou durante o jogo) e que duvido que
alguma equipa que jogue este ano contra o RM tenha tido ou venha a ter.
Este Benfica é
absolutamente real (passe o trocadilho) e fez imenso pela sorte que nos
possibilitou passar ao play-off. Uma exibição de sonho a fazer-nos acreditar
que, com os retoques que precisamos, diria eu que no ataque porque criamos umas
10 oportunidades para marcar 2 ou 3 golos, será claramente possível almejar
mais um pouco ainda esta época, que se configura como estruturante da próxima. Sente-se um Benfica que
Mou está laboriosamente a mudar. Cabe à Direção ser capaz de responder
certeiramente ao que Mou lhe pedir, porque o interesse é de todos. Faltam
escassos dias para o fecho de mercado. Aguardemos, embalados pelos feitos de
uma noite europeia, daquelas que já vivi e que os benfiquistas mais novos merecem
regularmente viver.
PS. Desde a minha
última crónica tivemos alguns acontecimentos relevantes no nosso Benfica. O
jogo com o Amadora onde aconteceram boas surpresas, um “passeio” de sócios” ao
Seixal, pelo que forçosamente terei de escrever sobre eles. Mas não hoje,
porque desvalorizaria o relevo de um jogo que não me canso de repetir que todos jamais se esquecerão, com o
brilhantismo da cereja em cima do bolo mesmo no final – o golo de Trubin que
literalmente correu mundo.
Manuel Boto –
Sócio 2.794