Boas promessas para o resto da época!
1. O jogo contra
o Santa Clara terá sido provavelmente o mais difícil que o Benfica teve esta
época e garanto-vos que não esqueço o jogo contra o FC Porto. Neste, enquanto
jogámos 11 contra 11 fomos, na maioria do tempo, claramente superiores,
superioridade essa que até se poderia ter-se acentuado, caso o árbitro Mário
Nogueira tivesse expulsado Gabi Veiga pela entrada sobre Bah logo no início do
jogo. Com a expulsão de Lenglet (“a pedido” de André Silva), tudo se alterou e,
por isso, não considero sequer que o jogo tenha sido difícil.
Volto ao Santa
Clara, claramente superior na 1ª parte, com uma equipe muito atlética como
Petit gosta e com excelentes dinâmicas de jogo que múltiplas vezes “enrolou” o
nosso meio-campo e deixou a nossa defesa em “palpos de aranha”. O penalti que
originou o 1-0 caiu do céu, num daqueles lances que hoje dizem ser penalti pelo
efeito volumétrico que um braço afastado proporciona e que para mim, formatado
na bola-na-mão (acidental) ou mão-na-bola (penalti), continuo sem compreender a
alteração nesta lei. Dizem que evita subjetividade, mas entendo que incrementa
as injustiças porque gostava de ver alguém saltar à bola como Dahl saltou, com
os bracinhos agarrados ao corpo.
A 2ª parte foi
diferente. Marco Silva (MS) percebeu que Petit esperava esta equipa e conhecia
estas dinâmicas e trocou 2 jogadores que estavam desaparecidos em campo por
outros 2 que souberam trazer uma alma nova e permitiriam que a superior
qualidade dos nossos jogadores viesse ao de cima. Prestianni mais solto foi
endiabrado e assinou mais uma exibição portentosa. Uma vitória muito saborosa,
porque muito sofrida e muito justa, que acredito ser muito importante para o
resto do campeonato – particularmente porque demonstrou uma equipa fundamentalmente
unida, jogue quem jogar.
2. Contra o Gil
Vicente foi um jogo “entretido”, bem jogado de parte a parte. Não tive
possibilidades de o ver em direto, vi em diferido e vi um GV muito bem
estruturado, à semelhança do que creio ser o “dedo” do seu treinador – Luis Pinto,
um jovem que aparenta ter tudo para ser uma certeza nesta profissão. Por enquanto,
ainda lhe falta maturidade, como claramente se viu nas suas declarações no
final, sobressaindo o “ganhou quem queriam que ganhasse”, de imediato
salvaguardando a justiça da vitória, mas deixando desnecessários e injustos remoques
à utilização de Duran. Desconheço as suas cores ou simpatias clubísticas, mas a
idade ensina que na profissão que escolheu, o “parecer” é tão importante como o
“ser”. Adiante.
Falemos do
Benfica, a demonstrar que tem um plantel que pode rodar para disputar várias competições,
embora em algumas posições ainda precisemos de soluções alternativas como por
exemplo para substituir Palhinha, com Enzo lesionado. Praticámos um futebol alegre, aqui e
ali dando umas abébias a propiciar ousadias do GV (tal como sucedeu contra o
Santa Clara) que causaram calafrios até que Trubin as salvou, mas globalmente é
indiscutível que nos revemos neste futebol alegre que Marco Silva implementou. Janeiro
é época de compor a equipa, mas o reverso é igualmente verdadeiro e só rezemos
para que os tubarões do futebol europeu não se lembrem de vir aqui pescar…
PS – Só nos
faltava uma expulsão por “palavras incompreensíveis”… agora já não falta porque
o diligente árbitro Claúdio Pereira sem qualquer pejo escreveu isso para
justificar a expulsão de Jhon Duran! Este futebol da treta tem de ter também
este tipo de folclore na redação de relatórios e o impressionante é que nada
sucede a quem com um desplante inaudito tenta justificar o injustificável… Não
contente com isso também expulsou Mário Branco por lhe pedir para “não estragar
agora o jogo”. Já tínhamos tido uma experiência surreal com um árbitro (Gustavo
Correia) que escreveu num relatório de jogo do Benfica o que as imagens
facilmente desmentiram, ou seja, que Mário Branco teria tentado aproximar-se
dos árbitros de forma irregular – e levou com uma repreensãozinha ao estilo de
“tau-tau” a um menino de escola e da pré-primária… haja paciência para aturar esta arbitragem que constitui uma autêntica coutada e, com exemplos destes, se não há quem se dê ao respeito, como se pode sequer
pedir, quanto mais exigir, aos adeptos para terem respeito?
Manuel Boto –
Sócio nº 2.794 (antes da renumeração)