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Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2025

Será que o campeonato ficou por “um canudo”?

Será que o campeonato ficou “por um canudo”? Tal como Mou dizia na antevisão do jogo, o jogo em Braga seria UMA final. Nunca poderia dizer que seria A final, dado o atraso pontual com que provavelmente ficaria se os adversários diretos para o título ganhassem (as probabilidades eram todas a favor perante adversários teoricamente acessíveis em casa). Citou diversas outras finais recentemente jogadas, em que tivemos o mérito de ganhar como prova de confiança, mas não correu tão bem como todos desejávamos. Comecemos por dizer que apesar de fazermos com mérito o 0/1, a primeira parte pertenceu ao Braga que teve a felicidade de aproveitar (mais) 2 erros defensivos em zonas proibidas, um a originar um pênalti, outro um golo excelentemente executado. Ao intervalo, muitos dos meus amigos estavam profundamente céticos numa reviravolta no resultado, por mais que eu afirmasse a minha profunda crença na capacidade de leitura de jogo do treinador e no coletivo. A segunda parte deu-me razão inte...

Um Natal em 3º lugar!

Um Natal em 3º lugar! 1. No último artigo formulei o desejo de ganhar os jogos contra Farense e Famalicão, como forma de passar o Natal tranquilamente. De imediato, um dos amigos que tem a pachorra de me ler, referiu com pertinência que, no absurdo de estarmos a 8 pontos do líder e a 3 do Sporting, jamais poderíamos falar de tranquilidade.  Claro que objetivamente esse meu amigo tem razão. Mas como a realidade é esta, o importante é garantir agora as vitórias e não permitir que as distâncias se dilatem acreditando que melhores dias virão na segunda metade da época. E a equipa cumpriu na perfeição os meus desejos, eliminando o Farense e derrotando o Famalicão (que ainda não tinha perdido para o campeonato fora de casa). Os jogos não foram tão entusiasmantes como alguns do campeonato inglês, mas os tempos requerem algum pragmatismo e neste aspeto a equipa foi brilhante. Mou, com plena propriedade e após o jogo contra o Famalicão, deu azo ao pragmatismo que hoje é primordial ...

A deriva populista, Mourinho e o Benfica (por Nuno Paiva Brandão)

  A DERIVA POPULISTA, MOURINHO E O BENFICA A chegada de Mourinho ao Benfica e a extraordinária mobilização nas eleições do clube, com quase 94.000 votantes, abalaram o ecossistema do futebol nacional.   " Mourinho está a fritar os jogadores (...) e o Benfica não joga nada"; " Com Mourinho nenhum jogador evoluiu e alguns até pioraram", são apenas dois exemplos dos dislates diariamente proferidos por comentadores desportivos em canais de televisão, em geral numa atmosfera teatral de excitação e despique.   A deriva populista, na sua sôfrega busca de audiências, pretende captar a atenção de todos os descontentes com os resultados do Benfica (somos muitos), trazendo, dia após dia, uma nova polémica ou golpe de efeito. A estratégia comercial é óbvia, criar uma espiral infinita de emoções negativas, à volta de Mourinho e do clube, destinada a perenizar a atenção dos insatisfeitos e a saturar a cena mediática deste segmento.   Como bons populistas, uma priori...

Uma semana que nos anima!

Uma semana que nos anima! 1. Começo a escrever este meu artigo ainda sob os efeitos da excelente vitória sobre o Nápoles, amplamente corroborativo da melhoria que tenho a veleidade de ter percecionado na 2ª parte do jogo contra o Sporting. Aliás, até terminei o artigo demonstrando a esperança em dias melhores, inclusive já contra o Nápoles. Felizmente, a realidade superou as melhores expectativas e a nação benfiquista vibrou com a justa vitória de 2/0 contra o Nápoles, alicerçada numa exibição coesa de uma equipa na verdadeira aceção da palavra. Ouvi muitos "experts" a teorizarem, entre outras opiniões, sobre a posição-chave de Enzo no miolo e as liberdades que Mou deu a Rios para poder explanar o seu (excelente) futebol e demonstrar que quando há classe em jogadores esta sempre aparece.  Meus conhecimentos empíricos de ver futebol há mais de 60 anos não chegam para tanta sabedoria, mas ainda são o suficiente para ter sustentado, mal terminou o jogo, que devíamos a Mou ...

A força do talento ou o talento da força? (por Nuno Paiva Brandão)

  A FORÇA DO TALENTO OU O TALENTO DA FORÇA? O contraste dos resultados do Benfica, nos últimos 16 anos, é avassalador: depois de 6 campeonatos conquistados em 10 épocas, seguiu-se uma escassa vitória, nas 6 Ligas seguintes. O paradoxo desta última fase, é ainda mais gritante, por ter sido um período de mais promessas, mais custos, mais investimentos e, incongruentemente, de menos resultados. Se examinarmos os plantéis do período ganhador, verificamos a existência, nos jogadores mais utilizados, de perfis de elevada capacidade de criação, de desequilíbrio dos adversários e de grande inteligência tática. Entre outros, o Benfica teve sucessivamente: Aimar/Di Maria-Gaitan/Salvio, depois, Pizzi/Gaitan/Jonas e na época de 2018/19, Pizzi/Rafa/João Félix. A nível nacional, com este perfil de jogadores de criação, mas todos eles dispondo de uma boa condição atlética, o Benfica edificou uma vantagem competitiva única. Perante os desafios colocados por equipas com blocos fechados a sete...

O pós-derby ou como as eleições deixaram feridas…

  O pós-derby ou como as eleições deixaram feridas… O derby terminou justamente empatado e uma certa descrença instalou-se no imediato entre os Sócios e adeptos do Benfica, apesar de nos deixar à mesma distância do rival e a consideráveis (talvez) 8 pontos do FC Porto, bem recordados de como no ano passado e com igual resultado selámos a perda do campeonato. Estamos na 13a jornada, faltam 21, e demasiados arautos da desgraça prenunciam a perda definitiva do título, entre invetivas a Mou dado como pouco ambicioso e/ou absolutamente ultrapassado.  Recordemos que este período pós-eleições tem sido extremamente complicado do ponto de vista desportivo (refiro-me ao futebol profissional, afinal o “core business” que tudo move) e isso reflete-se nos múltiplos comentários que vão proliferando em certas redes sociais e em diversos grupos de WhatSApp. Os resultados menos favoráveis têm sistematicamente originado, sobretudo por parte de adeptos de algumas facções derrotadas, crítica...