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Mensagens

Sobressaltar o futebol português (por Nuno Paiva Brandão)

SOBRESSALTAR O FUTEBOL PORTUGUÊS  Estranha condição a do futebol português, em que os goleadores Pavlidis, Suarez e Samu, são menos debatidos que árbitros como Tiago Martins (VAR), João Gonçalves, João Pinheiro e Rui Silva (VAR). Os recentes e funestos episódios de arbitragem nos Açores e em Braga, representam apenas uma aceleração de uma tendência pesada. Temos assistido à desconstrução das normas de equidade nas competições de futebol profissional em Portugal.  Em consequência, as desejáveis hierarquias classificativas baseadas no mérito, no talento e no esforço, desintegram-se, sendo substituídas por classificações influenciadas por arbitragens que interferem nos desfechos dos jogos. Ora, a diluição da fronteira entre uma competição justa e uma concorrência enviesada, tem efeitos dramáticos no prestigio de um campeonato e afeta os interesses vitais, desportivos e financeiros, de um clube histórico como o Benfica. Quem assista a jogos da Premier League, verificará qu...

O pior nem foi a eliminação na Taça da Liga...

O pior nem foi a eliminação da Taça da Liga… Realmente, uma deceção! Um jogo com uma 1ª parte abaixo do medíocre, depois de um início até promissor, que terminou com o Braga a ganhar justamente por 2 bolas de diferença. Uma 2ª parte em que “arrebitámos a pestana”, procurámos recuperar, metemos um golo de (mais um) penalti a demonstrar que a concretização também é um problema contra boas equipas e o 1-3 arrumou connosco. Otamendi expulso foi a cereja em cima do bolo. Mou tinha jogado há dias contra Carlos Vicens e na conferência que antecedeu o jogo referiu que o seu adversário era ousado e iria tentar ganhar a eliminatória. Tudo se comprovou e Carlos Vicens demonstrou que estudou bem o Benfica. Mou foi ele mesmo, conservador na constituição da equipa, mantendo-a sem alas de raiz, obrigando um construtor de jogo como Sudakov a jogar fora do lugar e Vicens não perdoou. Meteu Zalazar a jogar pela direita onde estão 2 jogadores lentos a defender e foi um festival. Felizmente que eu nad...

Entre a realidade (Estoril) e o sonho (Benfica District)

  Entre a realidade (Estoril) e o sonho (Benfica District) 1. Comecemos pelas boas notícias, ou seja, uma boa vitória contra um belíssimo Estoril que já tinha feito a vida negra a FC Porto e Sporting e que nos obrigou a suar as estopinhas. Praticamente na jogada inicial Trubin safou um golo certo e escassos minutos depois, novamente com mestria e destemor, safou mais um golo. Em suma, nos primeiros minutos o Estoril disse ao que vinha e logo se percebeu que só com muito suor e inspiração o Benfica ganharia o jogo. A 1a parte foi frouxa, com um daqueles penaltis que irritam quem sofre, porque lá estamos a discutir volumetria e nunca a mão na bola. Seja como for, se vale contra nós, também tem de valer a nosso favor. No final da 1a parte, Pavlidis mete um daqueles golos que vale o bilhete de jogo, mas logo a seguir lá tivemos de oferecer mais um golo, desta vez por displicência de Sudakov. A 2a parte foi o exemplo de um jogo “chato”. Mou bem pôde dizer que o Benfica controlou o jogo,...

Será que o campeonato ficou por “um canudo”?

Será que o campeonato ficou “por um canudo”? Tal como Mou dizia na antevisão do jogo, o jogo em Braga seria UMA final. Nunca poderia dizer que seria A final, dado o atraso pontual com que provavelmente ficaria se os adversários diretos para o título ganhassem (as probabilidades eram todas a favor perante adversários teoricamente acessíveis em casa). Citou diversas outras finais recentemente jogadas, em que tivemos o mérito de ganhar como prova de confiança, mas não correu tão bem como todos desejávamos. Comecemos por dizer que apesar de fazermos com mérito o 0/1, a primeira parte pertenceu ao Braga que teve a felicidade de aproveitar (mais) 2 erros defensivos em zonas proibidas, um a originar um pênalti, outro um golo excelentemente executado. Ao intervalo, muitos dos meus amigos estavam profundamente céticos numa reviravolta no resultado, por mais que eu afirmasse a minha profunda crença na capacidade de leitura de jogo do treinador e no coletivo. A segunda parte deu-me razão inte...

Um Natal em 3º lugar!

Um Natal em 3º lugar! 1. No último artigo formulei o desejo de ganhar os jogos contra Farense e Famalicão, como forma de passar o Natal tranquilamente. De imediato, um dos amigos que tem a pachorra de me ler, referiu com pertinência que, no absurdo de estarmos a 8 pontos do líder e a 3 do Sporting, jamais poderíamos falar de tranquilidade.  Claro que objetivamente esse meu amigo tem razão. Mas como a realidade é esta, o importante é garantir agora as vitórias e não permitir que as distâncias se dilatem acreditando que melhores dias virão na segunda metade da época. E a equipa cumpriu na perfeição os meus desejos, eliminando o Farense e derrotando o Famalicão (que ainda não tinha perdido para o campeonato fora de casa). Os jogos não foram tão entusiasmantes como alguns do campeonato inglês, mas os tempos requerem algum pragmatismo e neste aspeto a equipa foi brilhante. Mou, com plena propriedade e após o jogo contra o Famalicão, deu azo ao pragmatismo que hoje é primordial ...

A deriva populista, Mourinho e o Benfica (por Nuno Paiva Brandão)

  A DERIVA POPULISTA, MOURINHO E O BENFICA A chegada de Mourinho ao Benfica e a extraordinária mobilização nas eleições do clube, com quase 94.000 votantes, abalaram o ecossistema do futebol nacional.   " Mourinho está a fritar os jogadores (...) e o Benfica não joga nada"; " Com Mourinho nenhum jogador evoluiu e alguns até pioraram", são apenas dois exemplos dos dislates diariamente proferidos por comentadores desportivos em canais de televisão, em geral numa atmosfera teatral de excitação e despique.   A deriva populista, na sua sôfrega busca de audiências, pretende captar a atenção de todos os descontentes com os resultados do Benfica (somos muitos), trazendo, dia após dia, uma nova polémica ou golpe de efeito. A estratégia comercial é óbvia, criar uma espiral infinita de emoções negativas, à volta de Mourinho e do clube, destinada a perenizar a atenção dos insatisfeitos e a saturar a cena mediática deste segmento.   Como bons populistas, uma priori...

Uma semana que nos anima!

Uma semana que nos anima! 1. Começo a escrever este meu artigo ainda sob os efeitos da excelente vitória sobre o Nápoles, amplamente corroborativo da melhoria que tenho a veleidade de ter percecionado na 2ª parte do jogo contra o Sporting. Aliás, até terminei o artigo demonstrando a esperança em dias melhores, inclusive já contra o Nápoles. Felizmente, a realidade superou as melhores expectativas e a nação benfiquista vibrou com a justa vitória de 2/0 contra o Nápoles, alicerçada numa exibição coesa de uma equipa na verdadeira aceção da palavra. Ouvi muitos "experts" a teorizarem, entre outras opiniões, sobre a posição-chave de Enzo no miolo e as liberdades que Mou deu a Rios para poder explanar o seu (excelente) futebol e demonstrar que quando há classe em jogadores esta sempre aparece.  Meus conhecimentos empíricos de ver futebol há mais de 60 anos não chegam para tanta sabedoria, mas ainda são o suficiente para ter sustentado, mal terminou o jogo, que devíamos a Mou ...